Apesar da goleada por 4 a 1 sofrida diante da Noruega na estreia do Grupo I, na última terça-feira, o técnico do Iraque, Graham Arnold, garantiu que não pretende adotar uma postura mais defensiva para o segundo confronto da equipe, nesta segunda-feira, contra a França.
“Sempre fui um treinador que entra em campo esperando vencer o jogo, e não tentando não perder”, afirmou o australiano, responsável por classificar o Iraque para sua primeira Copa do Mundo em 40 anos.
“Se você tem essa mentalidade, sim, haverá dias em que pode não funcionar, mas haverá muitos outros em que dará certo. Quando você transmite essa mentalidade aos jogadores e faz com que eles entrem em campo acreditando e esperando a vitória, você coloca o grupo no estado psicológico correto.”
É indiscutível que nenhuma linha defensiva neste torneio terá um início de caminhada tão indigesto. Erling Haaland, três vezes artilheiro da Premier League, balançou as redes duas vezes ainda no primeiro tempo para estrear sua contagem pessoal em Copas do Mundo contra os iraquianos.
Agora, o desafio é conter Kylian Mbappé, recém-coroado maior artilheiro da história da seleção francesa, que também marcou dois gols na vitória dos Bleus por 3 a 1 sobre o Senegal.
“Perguntei se podíamos jogar com três goleiros, mas disseram que não”, brincou Arnold. “Olha, eles têm jogadores inacreditáveis, e é uma honra. É uma honra, mas vamos entrar em campo focados em nós mesmos.”
“E quando digo isso, me refiro ao nosso próprio desempenho. Não podemos controlar a atuação da França, mas podemos controlar a nossa. Estamos garantindo que os jogadores estejam completamente prontos para ir a campo e mostrar ao mundo do que são capazes.”
Arnold confirmou que o ponta Ali Jasim está à disposição após ter sido substituído aos 73 minutos do primeiro tempo contra a Noruega devido a uma lesão no pescoço.
O atacante Aymen Hussein, que chegou a empatar o jogo momentaneamente contra os noruegueses, demonstrou confiança na capacidade de a equipe voltar a balançar as redes contra os franceses — que sofreram apenas quatro gols em seis partidas nas Eliminatórias.
“Os defensores franceses estão entre os melhores do mundo, mas vamos encarar esse jogo de frente”, disse Hussein, por meio de um intérprete. “Vamos tentar desfrutar da partida contra uma equipe fortíssima, e isso vai renovar nossas energias para enfrentar os melhores zagueiros. E, se Deus quiser, seremos capazes de marcar.”













Deixe um comentário