A Justiça Federal do Paraná marcou para outubro uma série de audiências para ouvir 50 testemunhas em um processo que tem entre os réus Willian Barile Agati, apontado pelas autoridades como integrante da alta cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital) e como elo da facção com a máfia italiana ‘Ndrangheta.
As oitivas foram agendadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba e estão previstas para ocorrer entre os dias 13 e 16 de outubro, sempre a partir das 13h. A programação antecede os interrogatórios dos acusados, marcados para 22 de outubro.
A agenda prevê duas testemunhas no primeiro dia. Em 14 de outubro, estão previstas 12 oitivas. No dia seguinte, serão 17 e, em 16 de outubro, outras 19 pessoas devem ser ouvidas. Ao todo, são 50 testemunhas relacionadas no cronograma judicial.
Interrogatórios
Após a etapa de depoimentos, a Justiça marcou para 22 de outubro os interrogatórios dos 14 réus do processo. Entre eles está Agati, preso na Penitenciária Federal de Brasília desde janeiro de 2025.
Também estão previstos os interrogatórios de Tharek Mourad Mourad, Daniel Bosso Rodrigues, Marlon da Conceição Santos, Thiago Almeida Denz, Anderson dos Santos Domingues, Andre Roberto da Silva, João Carlos Camisa Nova Junior, Cristian Gerardo Fuenzalida Guzman, Deusdete Januario Goncalves, Marco Antonio Bruno da Silva, Renan Machado Melo e Leonardo Ordonez Toro.
Caso alguma testemunha não seja ouvida nas datas inicialmente previstas, a decisão reservou o dia 29 de outubro para a realização de oitivas remanescentes e de interrogatórios que eventualmente precisem ser reagendados.
Ligação com a máfia italiana
Agati é apontado pelas autoridades como um dos principais vínculos entre o PCC e a ‘Ndrangheta. Segundo as investigações citadas no processo, ele teria atuado na logística de grandes remessas de cocaína destinadas à Europa.
A acusação também relaciona Agati à morte de Marco Antonio Carvalho, conhecido como “Marcos P2”, executado a tiros em abril de 2020 em um estacionamento de posto de combustível. A investigação aponta que o homicídio teria sido motivado por uma retaliação relacionada ao desaparecimento de duas cargas de cocaína avaliadas em cerca de US$ 4 milhões.
À CNN Brasil, Eduardo Maurício, advogado de defesa de Willian Agatti, informou que o processo segue em segredo de justiça. Veja nota na íntegra:�
“Eduardo Maurício, advogado de defesa de Willian Agatti, afirma que o processo está em segredo de justiça, mas que confia na inocência do seu cliente e sobretudo na nulidade da prova obtida através de interceptação telefônica ilegal do servidor SKY ECC, prova digital sem nenhuma preservação da cadeia de custódia da prova.”













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