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Podcast infantil registra tradições da cultura popular do Recife

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Disponível desde o último dia 17 de julho, o podcast infantil “Voltei Recife” reúne 14 episódios em áudio e vídeo que apresentam às crianças histórias, memórias e tradições da cultura popular da capital pernambucana. Gravada em diferentes bairros da cidade, a série dá voz a mestres, mestras, brincantes e representantes de agremiações culturais, transformando seus relatos em um material educativo que pode ser acessado gratuitamente em plataformas de streaming e no YouTube.

Idealizado pelo jornalista e agente territorial de cultura Salatiel Cícero, em parceria com a produtora e pesquisadora cultural Crislaine Xavier, o projeto nasceu com o objetivo de aproximar o público infantil do patrimônio cultural recifense por meio de uma linguagem acessível, sem abrir mão da riqueza das narrativas transmitidas oralmente ao longo das gerações. A iniciativa foi realizada com incentivo da Secretaria de Cultura, da Fundação de Cultura Cidade do Recife e da Prefeitura do Recife, por meio do Sistema de Incentivo à Cultura.

Para construir a série, a equipe percorreu diferentes territórios culturais da cidade e realizou as gravações diretamente nas sedes de grupos tradicionais e pontos de cultura localizados nos bairros da Boa Vista, Afogados, Bongi, São José, Várzea e Vasco da Gama. O resultado é um registro que reúne histórias sobre personagens, musicalidades, formas de organização comunitária e manifestações culturais que continuam presentes no cotidiano desses territórios.

Os episódios apresentam relatos de integrantes de 14 grupos e agremiações que preservam importantes tradições da cultura popular do Recife. Entre eles estão o Bloco das Flores, Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas, Bloco Infantil Cupim de Ferro, Ciranda Sant’Ana, Coletivo Artístico Ecopedagógico Boi da Mata, Grupo Cultural Reisado Imperial, Clube Carnavalesco Misto Lenhadores, Maracatu Carnavalesco Almirante do Forte, Troça Carnavalesca Verdureiras de São José, Bloco Carnavalesco Misto Pierrot de São José, Bloco da Saudade, Troça A Burra da Várzea, Grupo Brincadeira Coco de Quinta e a Orquestra de Frevo Mix.

O podcast documenta memórias e saberes preservados pelas comunidades, contribuindo para a formação de um acervo digital sobre a cultura popular recifense. As entrevistas foram adaptadas para uma linguagem voltada às crianças, preservando a oralidade dos depoimentos e tornando o conteúdo acessível para diferentes faixas etárias.

A proposta também amplia as possibilidades de uso do material em espaços educativos. Os episódios podem servir como recurso pedagógico em escolas, creches, universidades, bibliotecas, pontos de cultura e projetos sociais, incentivando discussões sobre identidade, memória, diversidade cultural e patrimônio imaterial. Além do conteúdo em áudio e vídeo, o projeto disponibiliza transcrições acessíveis, ampliando seu potencial para pesquisas e atividades de ensino.

Para a produtora Crislaine Xavier, a iniciativa busca fortalecer o vínculo das novas gerações com a história da cidade. “A gente percebeu que muitas crianças crescem sem conhecer a memória cultural do próprio território. O podcast surge como uma forma de apresentar essas histórias de maneira acessível, criando conexão entre educação, identidade e pertencimento”, afirma.

O jornalista e pesquisador cultural Salatiel Cícero destaca que a série pretende incentivar a valorização das tradições populares e ampliar a circulação desse conhecimento para além dos espaços onde essas manifestações acontecem. “É um convite para voltar às origens, escutar quem constrói essa cultura diariamente e transformar esse conhecimento em algo que possa circular nas escolas, nos espaços culturais e na vida das pessoas”, ressalta.

O Podcast Infantil Voltei Recife está disponível gratuitamente nas principais plataformas de áudio, como Spotify, Deezer e Castbox, além de contar com versão em vídeo no YouTube. Os episódios podem ser acessados por celular, computador, tablet ou televisão conectada à internet, sem necessidade de assinatura, facilitando o uso em atividades pedagógicas e ações de educação cultural.





Com Informações: Brasil de Fato

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