Onze policiais militares foram denunciados pelo MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) por participação em um esquema de corrupção dentro do 39º BPM (Belford Roxo), na Baixada Fluminense.
A investigação aponta que os agentes recebiam propinas semanais de comerciantes em troca de segurança privada feita durante o horário de trabalho no batalhão.
Nesta terça-feira (12), o cabo Michel Maia Rodrigues foi preso durante uma operação com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ e da Corregedoria da Polícia Militar. A Justiça Militar também determinou o afastamento dos policiais denunciados e suspendeu o porte de arma de todos eles.
De acordo com as investigações, Michel Maia era apontado como o responsável por organizar os pagamentos e fazer a ponte entre comerciantes e policiais. O Ministério Público afirma ainda que ele mantinha ligação com uma milícia que atua na região.
A denúncia descreve que os pagamentos eram feitos toda sexta-feira. Depois de receber os valores, Michel distribuía o dinheiro aos policiais que participavam do esquema naquela semana.
Mensagens analisadas pelos investigadores mostram comerciantes cobrando a presença constante de viaturas e agentes nos estabelecimentos. Em uma das conversas, uma comerciante reclama da ausência de policiais no local e pede que Michel “converse com os teus meninos”.
A investigação também incluiu a quebra de sigilo bancário dos envolvidos. Um relatório produzido pela área de combate à lavagem de dinheiro do MPRJ identificou diversas transferências feitas por Michel Maia aos outros denunciados, em datas e valores considerados compatíveis com o funcionamento do esquema.
O caso é mais um desdobramento da Operação Patrinus. Em agosto de 2025, dez policiais militares já haviam sido presos suspeitos de extorquir comerciantes em Belford Roxo.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Michel Maia e os outros policiais citados nas investigações.











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