As transações via Pix mantiveram volume elevado em Guanambi no mês de junho. De acordo com dados abertos do Banco Central, pessoas físicas e empresas do município realizaram R$ 684,4 milhões em pagamentos por meio da ferramenta no período. Do outro lado da movimentação financeira, moradores e empresas locais receberam R$ 689,8 milhões.
O levantamento considera as operações registradas no município a partir da identificação de pagadores e recebedores. Por isso, os valores pagos e recebidos devem ser analisados separadamente, já que a soma das duas pontas pode incluir a mesma transação em situações distintas.
Em quantidade, foram 2.294.482 pagamentos efetuados por pessoas físicas e jurídicas de Guanambi em junho. Já os recebimentos chegaram a 1.934.236 transações no mês.
Na prática, o resultado equivale a uma média diária de R$ 22,8 milhões em pagamentos e R$ 23 milhões em recebimentos. Considerando os 30 dias do mês, o Pix movimentou cerca de 76,5 mil pagamentos por dia feitos a partir do município.
Volume cresceu mais de 20% em um ano
Na comparação com junho de 2025, o avanço foi expressivo. Naquele mês, os pagadores de Guanambi haviam movimentado R$ 567,2 milhões via Pix. Em junho de 2026, o valor subiu para R$ 684,4 milhões, alta de 20,7% em 12 meses.
A quantidade de pagamentos também aumentou. Foram 1.928.581 transações em junho de 2025, contra 2.294.482 no mesmo mês de 2026, crescimento de 19%.
Entre os recebedores, o volume passou de R$ 587 milhões para R$ 689,8 milhões, alta de 17,5%. A quantidade de transações recebidas cresceu 18,2%, saindo de 1.635.843 para 1.934.236 operações.
Os números indicam que o aumento não ocorreu apenas pelo maior valor médio das transações. Houve também expansão relevante na quantidade de operações, sinalizando maior uso do Pix no cotidiano da população e das empresas.
Junho ficou abaixo de maio, mas manteve patamar alto
Apesar do crescimento anual, junho apresentou leve recuo em relação a maio de 2026, quando o município havia registrado o maior volume do primeiro semestre.
Em maio, os pagamentos via Pix somaram R$ 708,1 milhões. Em junho, caíram para R$ 684,4 milhões, redução de 3,4%. A quantidade de pagamentos também recuou, passando de 2.360.363 para 2.294.482, queda de 2,8%.
Nos recebimentos, a retração foi menor. O volume caiu de R$ 695,8 milhões em maio para R$ 689,8 milhões em junho, variação negativa de 0,9%. O número de transações recebidas passou de 1.982.692 para 1.934.236, queda de 2,4%.
Mesmo com a redução mensal, junho foi o segundo melhor mês de 2026 até então em valores pagos e recebidos, atrás apenas de maio. O resultado ficou acima dos registros de janeiro, fevereiro, março e abril.
Empresas ampliaram participação nos pagamentos
As pessoas físicas continuaram responsáveis pela maior parte das operações. Em junho, elas fizeram 2.088.423 pagamentos, no valor total de R$ 444,5 milhões. Isso representou cerca de 65% do valor pago e 91% da quantidade de transações.
As empresas realizaram 206.059 pagamentos, movimentando R$ 239,8 milhões. Embora tenham respondido por menos de 10% das transações, concentraram pouco mais de 35% do valor pago, reflexo de tíquetes médios mais altos nas operações empresariais.
Na comparação com junho de 2025, o valor pago por pessoas físicas cresceu 16,5%, enquanto o montante pago por empresas avançou 29,2%. A quantidade de pagamentos feitos por pessoas jurídicas subiu 33,4% no período, acima do crescimento registrado entre pessoas físicas.
Entre os recebedores, as pessoas físicas de Guanambi receberam R$ 459,9 milhões em 1.326.007 transações. Já as pessoas jurídicas receberam R$ 229,8 milhões, distribuídos em 608.229 operações.
Tíquete médio ficou perto de R$ 300 nos pagamentos
O valor médio dos pagamentos feitos via Pix em Guanambi foi de aproximadamente R$ 298 em junho de 2026. Em junho de 2025, o tíquete médio era de cerca de R$ 294.
Entre pessoas físicas pagadoras, o valor médio ficou em torno de R$ 213. Entre pessoas jurídicas, foi de aproximadamente R$ 1.164 por transação.
Nos recebimentos, o tíquete médio geral ficou em R$ 357. As pessoas físicas receberam, em média, R$ 347 por transação, enquanto as empresas tiveram média de R$ 378.
A diferença mostra que, no caso dos pagamentos, as empresas concentram operações de maior valor. Já nos recebimentos, a distância entre pessoas físicas e jurídicas foi menor no mês analisado.
Primeiro semestre teve quase R$ 3,9 bilhões em pagamentos
No acumulado de janeiro a junho de 2026, os pagadores de Guanambi movimentaram R$ 3,87 bilhões via Pix. No mesmo período de 2025, o total havia sido de R$ 3,24 bilhões. O crescimento foi de 19,6%.
A quantidade de pagamentos no primeiro semestre passou de 11,1 milhões para 13,1 milhões, alta de 17,8%.
Pela ótica dos recebimentos, o total acumulado chegou a R$ 3,86 bilhões nos seis primeiros meses de 2026, contra R$ 3,29 bilhões no mesmo intervalo de 2025. A variação foi positiva em 17,5%. O número de recebimentos subiu de 9,3 milhões para 10,9 milhões, alta de 17,2%.
Os dados reforçam o peso do Pix na circulação financeira local. Em Guanambi, a ferramenta já aparece como parte central das transações de consumo, prestação de serviços, pagamentos empresariais e transferências entre pessoas.
O resultado de junho também mostra que, mesmo após um pico em maio, a movimentação permaneceu em patamar elevado e acima do observado no ano anterior. A tendência do primeiro semestre indica ampliação contínua do uso do Pix tanto entre pessoas físicas quanto entre empresas do município.













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