Vários países anunciaram nesta quinta-feira (25) o envio de ajuda humanitária à Venezuela, que sofreu terremotos na noite da última quarta (24). No país sul-americano, ao menos 164 pessoas morreram em decorrência do evento, enquanto 971 ficaram feridas, segundo o balanço mais recente do governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) instruiu o Itamaraty a avaliar, junto à embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país vizinho.
“Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência frente às adversidades”, disse Lula, em postagem nas redes sociais. O governo brasileiro ainda não detalhou a ajuda que será dada à Venezuela.�
Na China, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, confirmou que Pequim vai fornecer “toda a ajuda possível” à Venezuela, conforme as necessidades apresentadas por Caracas.
Já na Rússia, o presidente Vladimir Putin expressou “solidariedade e apoio ao povo amigo da Venezuela neste momento difícil”. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o país vai “analisar prontamente” um pedido de ajuda da Venezuela. �
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, expressou “profundas condolências e solidariedade ao governo e ao povo irmão da República Bolivariana da Venezuela pelas vidas perdidas”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que vai mobilizar equipes imediatamente, na tentativa de resgatar as vítimas dos terremotos. Os EUA também vão enviar suprimentos médicos e assistência humanitária.
Outra liderança que manifestou solidariedade foi a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, que confirmou que a Venezuela solicitou “apoio com equipes especializadas em resgate e atendimento médico”.�
Na Europa, a França decidiu enviar imediatamente uma equipe especializada de 85 socorristas para operações de resgate e remoção de escombros. O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou solidariedade à Venezuela e disse que o país europeu deve ampliar o apoio. A Itália, governada por Giorgia Meloni, salientou que está “pronta para prestar assistência” ao país sul-americano, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
A União Europeia (UE) se mostrou preparada para reforçar a ajuda, segundo a comissária para a Gestão de Crises do bloco, Hadja Lahbib. O sistema europeu Copernicus, que faz detecção por satélite, foi ativado para apoiar os resgates na Venezuela.�
A Organização das Nações Unidas (ONU) avaliou que a tragédia na Venezuela exige “esforço coletivo massivo para apoiar a resposta liderada pelo governo e ajudar as comunidades”, de acordo com o chefe de operações humanitárias da entidade, Tom Fletcher. “Este desastre corre o risco de agravar as vulnerabilidades”, segundo a autoridade, reforçando a necessidade de apoio internacional urgente.
Conforme informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), dois fortes tremores de magnitude 7,2 e 7,5 foram registrados com epicentros localizados próximos à cidade de El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros da capital venezuelana. Segundo o órgão, esses foram os maiores abalos registrados no país desde 1900.�
Diante da magnitude da tragédia, mesmo governos com histórico de hostilidades contra Caracas prestaram solidariedade e manifestaram apoio. Na Argentina, o governo Javier Milei afirmou que “lamenta profundamente as consequências dos eventos sísmicos”. Em declaração oficial, a Casa Rosada disse que vai oferecer assistência humanitária, caso seja demandada pelas autoridades venezuelanas.�
O Chile, governado por José Antonio Kast, manifestou solidariedade e “disposição para fornecer ajuda humanitária e de resgate”, enquanto o governo Rodrigo Paz, da Bolívia, expressou “apoio ao povo irmão da Venezuela”. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, foi às redes sociais para dizer que mandaria socorristas e medicamentos. “Nossos corações estão com o povo da Venezuela nestes momentos difíceis”, disse.
Na noite da última quarta-feira (24), a presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, está fechado por conta dos danos.�
Para lidar com as consequências dos terremotos, o governo venezuelano anunciou nesta quinta-feira (25) a criação de um fundo de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) que viria do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os recursos devem servir para reconstrução da infraestrutura e investimentos em moradias para as pessoas que perderam suas casas.













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