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Operações militares de Israel em Gaza fazem parte de um projeto político e não vão cessar, avalia especialista

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O Hamas condicionou a própria desmilitarizaçãoà retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza e ao cumprimento integral do cessar-fogo. O movimento palestino afirma que o fim dos ataquese do genocídio é indispensável para o avanço à segunda fase do acordo.

A nova tentativa do Conselho de Paz tem 15 pontos e prevê a retirada gradual de Israel e a transferência da administração civil para um órgão palestino. O processo será acompanhado por um comitê internacional. As armas não poderão ser entregues a Israel e ficarão sob controle da nova administração de Gaza.

Uma força internacional também deverá monitorar o cessar-fogo, proteger a ajuda humanitária e apoiar a polícia palestina. Israel, até este momento, não respondeu oficialmente à proposta.

Apesar da trégua, os ataques continuam e desde outubro de 2023, o genocídio israelense matou mais de 73 mil palestinos, segundo o governo de Gaza.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Arturo Hartamann Pacheco, professor de Relações Internacionais na Universidade Federal de Sergipe e membro do INCT-Ineu, afirma que o principal obstáculo para se chegar a um acordo continua sendo a aceitação de Israel, por causa do seu projeto expansionista sionista. “Eu acho que, se a gente pudesse ler o interesse de Israel, seria de manutenção das operações militares, porque é um objetivo interno do projeto político. Inclusive, isso já foi vocalizado várias vezes”, avalia.

Os israelenses precisam manter a presença na região de Gaza, porque, como lembra o analista, foi o que permitiu a manutenção da ocupação da Cisjordânia. “Uma interrupção desse processo não seria bom para os planos israelenses.”

Pacheco também aponta a certa mudança de postura do Hamas, que agora parece estar querendo se aproximar da Organização pela Libertação da Palestina (OLP). “Parecem querer se reaproximar ou se aproximar, talvez pela primeira vez, de outros grupos políticos para fazer uma costura de uma frente. E isso pode denotar admissão de uma fraqueza, de que talvez o Hamas não consiga andar sozinho, ao mesmo tempo em que é uma possibilidade de uma reconstrução política. E a reconstrução política só vai andar pela reconstrução da estrutura em Gaza”, aponta.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.





Com Informações: Brasil de Fato

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