A indigenista Neidinha Suruí lidera desde 1992 a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e, neste ano, tentou uma vaga no Câmara dos Deputados pelo PSB de Rondônia. Não conseguiu, mas avalia o pleito como um marcador de luta importante.
Ao Bem Viver na TV, Suruí critica a formação do Congresso Nacional, que, a partir de 2027, estará dominado pela extrema direita. E manifesta preocupação com os direitos dos povos indígenas conquistados na base de muita luta e resistência. Caso Flávio Bolsonaro (PL) vença no próximo domingo (25), a ativista manifesta grande preocupação com a continuidade das conquistas.
“Existe uma preocupação que são os retrocessos nos direitos promovidos dentro do Congresso Nacional. E aí tem o marco temporal e a demarcação dos territórios. Até porque o Flávio Bolsonaro, igual ao pai dele, está repetindo que não tem um centavo para demarcação de terras indígenas e ainda ameaça com redução de território, abertura para mineração, arrendamento. A outra coisa que preocupa é essa ameaça que ele está dizendo, de mudança na Constituição. E isso preocupa porque os direitos indígenas estão garantidos na Constituição, no capítulo dedicado aos povos indígenas. Então essas são as maiores ameaças”, pontua.
Neidinha Suruí também alerta para o risco de desmontes institucionais, como a fusão de ICMbio, Funai e Ibama, e o fim do Ministério dos Povos Indígenas. “Para a gente, isso é muito sério, porque é muito clara a mensagem de acabar com as fiscalizações e de diminuir o poder que esses órgãos têm de proteção. É jogar os povos indígenas, as florestas, as unidades de conservação na total insegurança”, avalia.
Para Suruí, é fundamental passar a olhar com atenção na formação das futuras lideranças, que, atualmente, acabam cooptadas pelo campo da extrema direita. E a prova disso foram as votações expressivas de figuras como Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira, para a Câmara, e Eduarda Campopiano, para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
“A gente precisa ter jovens que entendam de política, que concorram, tanto pelo centro quanto pela esquerda, mas jovens que tenham muito claro os nossos direitos. Então eu estou muito focada em investir em formação da juventude”, declara.
Ela conta que será avó logo após o segundo turno e essa experiência tem imposto a reflexão de qual país ela quer deixar para os netos. “É muito simbólico o nascimento dessa criança nesse período. Para mim, o futuro está muito ligado a ter floresta em pé, a ter territórios indígenas, quilombos, reservas e unidades de conservação garantidos, demarcados, preservados, sendo protegidos”, resume.
E tem mais…
Em Minas Gerais, a Walita mostra o trabalho de cuidado e reabilitação de animais silvestres.
Preservação Histórica na China: conheça a vila histórica de Hezou, que preserva 37 pátios seculares e tradições de mais de dois mil anos.
A chef Gema Sotto ensina a preparar um clássico Baião de Dois com ingredientes sem veneno, oriundos da reforma agrária.
E a exposição “Lona Preta”, do fotógrafo Francisco Proner, leva a Havana registros do cotidiano, da luta e da resistência das famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Quando e onde assistir?
No YouTube do Brasil de Fato, todo sábado às 13h, tem programa inédito. Basta clicar aqui.
Na TVT: sábado às 13h; com reprise domingo às 6h30 e terça-feira às 20h no canal 44.1 – sinal digital HD aberto na Grande São Paulo e canal 512 NET HD-ABC.
Na TV Brasil (EBC), sexta-feira, às 6h30.
Na TVE Bahia: sábado às 12h30, com reprise quinta-feira às 7h30, no canal 30 (7.1 no aparelho) do sinal digital.
Na TVCom Maceió: sábado às 10h30, com reprise domingo às 10h, no canal 12 da NET.
Na TV Floripa: sábado às 13h30, reprises ao longo da programação, no canal 12 da NET.
Na TVU Recife: sábados às 12h30, com reprise terça-feira às 21h, no canal 40 UHF digital.
Na UnBTV: sextas-feiras às 10h30 e 16h30, em Brasília, no Canal 15 da NET.
TV UFMA Maranhão: quinta-feira às 10h40, no canal aberto 16.1, Sky 316, TVN 16 e Claro 17.
�













Deixe um comentário