O presidente eleito na Colômbia, Abelardo de la Espriella, toma posse na próxima sexta-feira (7) e marca a volta da extrema direita ao governo do país, encerrando um ciclo à esquerda com Gustavo Petro. Apesar da aprovação positiva da gestão Petro e dos avanços com melhorias de programas sociais e a reforma trabalhista, a interferência dos Estados Unidos acabou sendo determinante no processo.
Um dos principais pontos que favoreceu esse retorno é o cenário de violência urbana vivido na Colômbia, ainda mais considerando o histórico dos anos 1990, quando o país estava mergulhado em uma disputa quase indissolúvel envolvendo o narcotráfico.
Ao podcast O Estrangeiro, o analista geopolítico Miguel Stédile avalia que o histórico de ações de Donald Trump em todos os processos eleitorais e de relações diplomáticas na América Latina evidenciam que o cenário da Colômbia teve interferência estadunidense.
“As digitais estão ali muito carimbadas. Não só materiais e desse auxílio político, mas na própria figura do Espriella, que é uma pessoa que quase surge do nada. Não era uma pessoa que estava entre os favoritos há um ano, há dois anos que se mencionava, que vem repetindo todo o figurino trumpista, uma síntese entre o Bukele, o Milei e o Trump. É a coisa histriônica, mas é o discurso da segurança”, avalia.
Stédile pondera que todo o contexto e as últimas movimentações de Trump, inclusive com aporte financeiro, evidenciam que o cenário no Brasil será de cada vez mais tensionamento. “Eu acho que a presença dos Estados Unidos está intoxicante dentro dessa candidatura, das ações evidentes e de outras que ainda vão levar alguns anos, talvez, para a gente descobrir o quanto a Colômbia sofreu interferência. E que certamente influenciou no resultado final dessas eleições”, pontua.
Confira o podcast completo no link abaixo:
Para ouvir e assistir
O podcast O Estrangeiro vai ao ar semanalmente às quartas-feiras às 15h, disponível nos canais do Brasil de Fato.













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