O vice-Primeiro-Ministro e ministro de Comércio Exterior de Cuba, Oscar Pérez-Oliva, afirmou, em audiência no parlamento cubano, que os Estados Unidos estão impedindo a chegada a Cuba de mais de 7 mil contêineres com mercadorias legitimamente adquiridas, incluindo alimentos e medicamentos.
Também fazem parte do carregamento componentes necessários para a modernização do Sistema Elétrico Nacional e dos sistemas de tratamento de água, que necessitam de manutenção e estão em condições que impactam diretamente o cotidiano da população.
A denúncia Pérez-Oliva mostra que as restrições do embargo imposto pelos Estados Unidos afetam não apenas as operações comerciais do país, mas também o acesso a bens básicos e a restauração de infraestrutura essencial.
“Neste momento, [os EUA] impedem a chegada de mais de 7 mil contêineres que se encontram em diferentes portos do Caribe. E que contém mercadorias legalmente adquiridas por Cuba. São responsáveis aqueles que impedem a chegada desses produtos, mas também aqueles que nada fazem frente a esse genocídio”, afirmou Pérez-Oliva.
Solidariedade
Na sexta-feira (24), representantes diplomáticos, movimentos populares e organizações de solidariedade se reuniram para celebrar o Dia da Rebeldia Nacional Cubana. Realizado no auditório da Biblioteca Nacional, o ato marcou os 73 anos do assalto aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, em 26 de julho de 1953, considerado o marco inicial da Revolução Cubana.
O principal pronunciamento da noite foi do embaixador de Cuba no Brasil, Víctor Cairo, que relacionou o significado histórico da data ao atual cenário internacional e às sanções impostas pelos Estados Unidos contra Cuba. Segundo o diplomata, a luta iniciada por Fidel Castro permanece atual diante das tentativas de sufocar economicamente o país.
“Milhões de cubanos sofrem o impacto do bloqueio há mais de 60 anos. Sofrem as ordens executivas de Donald Trump, enfrentam o cerco energético, os apagões, a falta de medicamentos e todas as condições de guerra impostas pela política genocida dos Estados Unidos contra Cuba”, afirmou.













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