O cantor, compositor e músico recifense Mazuli disponibilizou nesta sexta-feira (14) a canção “Rastros”, nova faixa do álbum “Leva”, segundo disco solo de sua carreira, que vem sendo apresentado ao público gradualmente, uma música por vez, ao longo de 2026. A faixa já está disponível nas plataformas digitais e ganha também um visualizer gravado na Fazendinha Bar & Restaurante, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife, com direção e edição de João Alberes. O lançamento marca ainda uma conexão entre a produção musical pernambucana e a cena autoral do Rio de Janeiro, com a participação da cantora Daíra nos vocais.
Em “Rastros”, Mazuli divide a composição com Juliano Holanda, parceiro de longa trajetória. A música também reúne uma equipe formada por nomes recorrentes na produção do artista, como Pedro Lião e Carlos Filizola, além das participações de Stanley, conhecido como Galego da Flauta, e Bruno Negromonte.
A chegada de Daíra à faixa representa uma aproximação que começou anos atrás, quando os dois se conheceram no Recife. Desde então, a relação foi se fortalecendo por meio de amizades e conexões com artistas pernambucanos, entre eles nomes ligados à cena musical de São José do Egito, no Sertão do Estado.
“Conheci Daíra no Recife há muitos anos. Nos aproximamos e fizemos uma amizade, existindo uma admiração. Anos depois, ela estava ainda mais próxima de grandes amigos meus do município de São José do Egito (Sertão de Pernambuco), como Miguel Marinho e Tonfil, além de que ela já tem uma amizade com o próprio Juliano Holanda, entre outras pessoas pernambucanas que gosto muito. Então, sempre tive vontade de firmar essa parceria com Daíra”, conta Mazuli.
A escolha de Juliano Holanda para a composição reforça outra parceria importante na trajetória do artista. Natural de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, Juliano é também criador da Reverbo, coletivo e mostra dedicado à música autoral pernambucana. A colaboração entre os dois atravessa diferentes momentos da carreira de Mazuli e começou ainda no primeiro álbum solo, lançado em 2021.
Além de “Rastros”, Juliano assina com Mazuli a composição de “Show de Trumann”, presente no primeiro disco, e da canção “Foi Mal”, lançada em 2022. No álbum “Leva”, a parceria reaparece em “Quando eu sumia”, faixa que ainda será apresentada ao público.
“Juliano Holanda é um parceiro grande de vida, de composições e novos caminhos. Quando falei da participação da Daíra na canção ‘Rastros’, vibramos juntos. Inclusive, Juliano e Daíra têm parcerias musicais diversas tanto nos palcos como na internet”, destaca Mazuli.
A relação entre Daíra e a produção musical pernambucana também já rendeu outros trabalhos. Em 2023, a cantora lançou “Deixe”, parceria com Zélia Duncan, composta por Juliano Holanda e Martins. No ano anterior, Juliano participou de um show de Daíra no Recife, realizado no Terra Café, na Boa Vista.
“Rastros” é a quarta música de “Leva” lançada por Mazuli em 2026. O projeto, que sucede o álbum “Mazuli”, de 2021, vem sendo disponibilizado faixa a faixa. Antes da nova canção, chegaram ao público “Leva”, que dá nome ao disco, “Hoje eu descobri”, com participação de Martins, e “Labioso”.
A letra de “Rastros” constrói imagens de aproximação, conflito e desejo a partir de contradições. A canção abre com “Você já deixou rastros em muitos/Anda perdendo ponto, mas ganhando o jogo” e percorre imagens como “Anda comendo a carne só deixando o osso” e “Anda levando a roupa e deixando o corpo em mim”.
Ao longo da música, a narrativa também passa por erros, recomeços e relações marcadas por tensão. “Chega de confete eu tô correndo atrás/Quem é que não erra/Eu erro até demais/Mas nem todo final é o fim”, diz outro trecho.













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