A 3ª Vara de Presidente Venceslau aceitou denúncia do Ministério Público de São Paulo e tornou réus Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Eles vão responder pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Também foram denunciados pelos mesmos crimes Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. O processo tramita sob sigilo.
Segundo o Ministério Público, dois dos denunciados exerciam funções de liderança do PCC, enquanto os demais teriam atuado em diferentes etapas do mecanismo financeiro apontado como responsável por ocultar e movimentar dinheiro da facção.
Bloqueio de bens e suposto esquema
De acordo com a Agência Brasil, além de tornar os investigados réus, a Justiça determinou o bloqueio de bens de um dos envolvidos, apontado como operador de um esquema que teria usado uma transportadora para dissimular e reinserir recursos ilícitos do PCC na economia formal.
A Agência Brasil informa que as investigações indicaram o uso da transportadora como empresa de fachada para movimentação de recursos, além de depósitos fracionados, transferências por Pix, contas de terceiros e empresas interpostas, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores.
Segundo o Ministério Público, a apuração se baseou em mensagens extraídas de celulares, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), documentos bancários, comprovantes de depósitos e informações obtidas em operações anteriores relacionadas ao mesmo esquema.
A Agência Brasil lembra que Deolane foi presa em maio pela Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro para o PCC. Ela está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, a cerca de 667 km da capital paulista. Mais informações: https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-05/influenciadora-deolane-bezerra-e-presa-em-acao-da-policia-civil-de-sp.
Segundo as investigações citadas pela Agência Brasil, ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau, e realizaria a lavagem do dinheiro da organização criminosa. Link: https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-05/bilhetes-com-ordens-do-pcc-mostram-ligacao-de-deolane-com-faccao.
Já Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, está preso na Penitenciária Federal de Brasília.
Por meio de nota, o advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa de Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, negou as acusações.
Segundo o advogado, Marco Willians Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior estão custodiados em presídio federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019, “submetidos a severas restrições de contato e comunicação, o que, por si só, torna inviável qualquer participação nos fatos investigados e evidencia equívoco da acusação”.
Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho alegam que o vínculo familiar com os demais denunciados não poderia “ser confundido com participação criminosa, sendo inaceitável que a simples proximidade afetiva sirva de fundamento para uma acusação desta magnitude”.
“A Defesa, diante da acusação apresentada, adotará todas as medidas processuais cabíveis para demonstrar a fragilidade da narrativa acusatória e a improcedência das imputações atribuídas aos constituintes, confiando que, ao final da regular instrução processual, a verdade dos fatos será devidamente reconhecida pelo Poder Judiciário”, escreveu Bruno Ferullo.
A defesa de Deolane Bezerra foi procurada, mas não se manifestou até a publicação.













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