O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, vai conceder entrevista ao Flow Podcast nesta quinta-feira (1º), às 20h45, cobrindo a faixa de horário em que a TV Globo realiza o debate entre os candidatos à presidência da República.�
A assessoria do petista comunicou à emissora na quarta-feira (30) que ele não participará do encontro. No mesmo dia, o podcast confirmou a presença de Lula pelas redes sociais.
Não é a primeira vez que Lula adota essa estratégia. No dia do encontro promovido pela Band, ele também optou por conceder entrevista exclusiva à Record.�
A expectativa é de que o presidente só participe de debates em um eventual segundo turno.
Com a ausência de Lula, o debate reunirá Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), todos situados no espectro da direita.
‘Desgaste desnecessário’
Para o cientista político Paulo Niccoli Ramirez, colunista do Brasil de Fato e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP), a ausência se justifica diante do cenário na reta final da campanha.
“Serão quatro candidatos que iriam usar factoides para atacar Lula. Não teríamos um debate, mas uma conspiração contra a campanha do Lula. É um desgaste desnecessário”, avaliou em entrevista ao programa Conexão BdF.�
Ramirez observa ainda que o tom mais duro adotado pelo presidente nas últimas semanas, que ele descreve como uma postura “do Velho Testamento”, poderia jogar contra a candidatura no estúdio.�
“É um Lula mais incisivo em termos de crítica. E ele poderia até ganhar votos, mas iria afastar o eleitorado mais moderado”, afirmou.
Segundo o analista, os indecisos somam entre 6% e 9% do eleitorado. Na avaliação dele, a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida tende a levar grande parte desse grupo a votar no petista. “Com a ausência de Lula, o que a gente vai ver é a direita se digladiando entre si e não vale a pena Lula participar disso”, concluiu.
Como será o debate�
O programa começa por volta das 21h20, logo após o Jornal Nacional. A emissora não divulgou o horário previsto para o encerramento.
O formato prevê quatro blocos de perguntas e respostas, seguidos das considerações finais. Dois blocos terão temas determinados e dois serão de tema livre.�
Os candidatos ficarão em torno de um mapa do Brasil instalado no centro do cenário, usado para abordar questões regionais como a preservação da Amazônia, a segurança nas fronteiras e o combate ao crime organizado, além da infraestrutura para as exportações. Também haverá temas predefinidos em um telão, à escolha de quem pergunta.
Quem formula a pergunta terá dois minutos, divididos entre a questão e a réplica. Quem responde terá três minutos para resposta e tréplica.
O primeiro turno das eleições será no domingo (4).













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