O governo do Irã enviou, neste sábado (19), uma proposta de negociação aos Estados Unidos para pôr fim à guerra entre os países. O chefe de segurança do Irã, Mohsen Rezaei, apresentou as mais recentes condições para encerrar a guerra e disse que Teerã transmitiu seus termos aos EUA por meio de mediadores do Catar. Segundo ele, a proposta já está sendo avaliada por Washington.
Entre as condições estão o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano; a liberação de fundos iranianos bilionários que estão congelados; o fim de todos os ataques dos Estados Unidos em território iraniano, do bloqueio naval aos portos iranianos e da interferência estadunidense nos assuntos internos do Irã; e também o encerramento da cooperação dos Estados Unidos com o que o Irã chamou de “os oponentes da nossa revolução”.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, enfatizou, na manhã deste domingo (20), que o Estreito de Ormuz segue bloqueado e não será reaberto até que os compromissos dos Estados Unidos sejam cumpridos. Ele afirmou que as condições propostas pelo Irã são “completamente claras, racionais e inegociáveis”. Enquanto isso, os EUA mantêm um bloqueio aos portos do sul do Irã. �
A tentativa de negociação ocorre após o aumento de conflitos na região com o fim do último acordo de cessar-fogo, assinado em 17 de junho com um prazo de 60 dias. Desde então, a escalada de ataques fez com que o preço do petróleo ultrapassasse a marca de US$ 100 nas últimas semanas.�
Os Estados Unidos ainda não responderam às novas condições do Irã, mas, no sábado (19), emitiram um alerta para cidadãos no Iraque, Bahrein, Omã, Arábia Saudita, Irã, Catar, Líbano, Kuwait e Jordânia para que exerçam “maior vigilância”. Donald Trump, que estava em Camp David, retiro rural do presidente, retornou antecipadamente a Washington, mas nenhuma explicação foi dada pela Casa Branca para o retorno.
*Com informações da Al Jazeera e Tasnim













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