Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o fim do cessar-fogo na sexta-feira (10) em decisão unilateral, o país fez 140 ataques a alvos militares no Irã na noite desse sábado (11), especialmente no sul do país. A informação foi divulgada pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos em sua conta no X e repercutido pela Al Jazeera.
Como resposta, o Irã retaliou países do Golfo que possuem bases estadunidenses em seu território. Entre os alvos estão bases aéreas na Jordânia, Catar, uma base naval em Oman e drones autodestrutivos atingiram bases militares no Kwait e Barein. As informações foram divulgadas pela agência estatal iraniana Isna.
Além disso, na manhã deste domingo (12), a Guarda Revolucionária iraniana voltou a anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% de toda a produção mundial, até que os EUA encerrem os ataques na região.
Também na manhã deste domingo (12) – o fuso horário de Teerã está oito horas à frente do de Brasília – o porta-voz do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, publicou uma mensagem no X em que justifica os novos ataques como resposta à falta de cumprimento do acordo por parte dos Estados Unidos. “A era dos acordos unilaterais acabou. Nós avisamos: cumpra sua palavra ou pague o preço”, escreveu.
O texto está acompanhado de uma imagem em que se lê um trecho do acordo entre Irã e Estados Unidos que trata da abertura do Estreito de Ormuz. “A República Islâmica do Irã tomará as providências necessárias para garantir a passagem segura de embarcações comerciais, sem cobrança de taxas, por um período de 60 dias.”
Na tarde deste domingo no horário de Teerã e 9h do horário de Brasília, o Departamento de Guerra dos EUA fez uma postagem no X anunciando que o Estreito está aberto ao trânsito de navios e declarou que a área marítima pela qual passam os navios é de águas internacionais.













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