O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou nesta terça-feira, 24 de fevereiro, a suspensão das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim. A medida é vista como um avanço pelo Governo da Bahia, que tem trabalhado com a Comissão do Cacau para proteger a competitividade e segurança do cacau baiano.
O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, considerou a decisão um progresso significativo para o setor
. “Nosso trabalho continua ouvindo os produtores e construindo bases sólidas no curto, médio e longo prazo para garantir competitividade, segurança fitossanitária e sustentabilidade econômica ao cacau baiano”, afirmou Barrozo.
Segundo o Governo do Estado da Bahia, o Despacho nº 456/2026 do MAPA instruiu a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e a Secretaria de Defesa Agropecuária a investigarem a possível reexportação de amêndoas de outros países como se fossem da Costa do Marfim.
A suspensão será mantida até que o governo marfinense forneça garantias formais de que os envios não incluem amêndoas de países vizinhos.
Bahia debate crise na cacauicultura em Brasília
Na segunda-feira (23), a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (SEAGRI) participou de uma reunião da Comissão do Cacau do Estado da Bahia no Palácio do Planalto. O encontro contou com a presença de prefeitos, agricultores e representantes dos governos estadual e federal para discutir medidas emergenciais em defesa da lavoura cacaueira.
Representando a SEAGRI, o diretor de Desenvolvimento da Agricultura, Assis Pinheiro Filho, enfatizou a importância de assegurar “preço justo, previsibilidade de safra e assistência técnica fortalecida”. A discussão incluiu a revisão do regime de drawback, a regulamentação fitossanitária e o fortalecimento da política de preço mínimo para o setor.















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