Os preços dos combustíveis na Bahia seguem em trajetória de alta e voltaram a subir nas distribuidoras após novo reajuste aplicado pela Acelen na quinta-feira, 26 de março. A medida reforça a sequência de aumentos registrada ao longo do mês e amplia a pressão sobre os valores praticados nos postos, especialmente no caso da gasolina e do diesel, que concentram maior impacto no custo de vida e na logística no estado.
Como já mostrado em reportagem anterior do Agência Sertão, a escalada teve início ainda no começo de março e se intensificou com sucessivos ajustes nas tabelas da refinaria de Mataripe. Com a nova atualização, a gasolina A nas bases baianas passou a operar próxima de R$ 4,00 por litro (sem tributos), enquanto o diesel S10 e o diesel S500 se aproximam de R$ 6,00 por litro nas vendas às distribuidoras.
Esse movimento já começa a ser refletido no varejo. Dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o preço médio da gasolina comum na Bahia chegou a R$ 7,43 na semana de 22 a 28 de março, com valores variando entre R$ 6,57 e R$ 7,99 nos 244 postos pesquisados. Em relação à semana anterior, houve aumento de 3,1%.
O maior preço médio da gasolina no estado foi encontrado em Itabuna. Na cidade, o produto está sendo comercializado a preço médio de R$ 7.92, chegando a custar R$ 7.95 no posto com preço mais caro. Já o menor preço foi encontrado em Paulo Afonso, onde o preço médio foi de R$ 7.02. O posto com melhor preço do estado vendeu o litro do Gasolina comum por R$ 6.87.
Em todo o estado, foram pesquisados 244 postos em 26 municípios. O preço médio geral, considerando a média ponderada entre os postos, foi de R$ 7.50.
Preço por cidade (Bahia)
- Itabuna
Preço Médio: R$ 7.92
Variação – de R$ 7.89 a R$ 7.95
Postos Pesquisados: 7 - Ilhéus
Preço Médio: R$ 7.88
Variação – de R$ 7.87 a R$ 7.89
Postos Pesquisados: 9 - Eunapolis
Preço Médio: R$ 7.85
Variação – de R$ 7.69 a R$ 7.95
Postos Pesquisados: 6 - Livramento de Nossa Senhora
Preço Médio: R$ 7.83
Variação – de R$ 7.79 a R$ 7.84
Postos Pesquisados: 7 - Brumado
Preço Médio: R$ 7.81
Variação – de R$ 7.79 a R$ 7.99
Postos Pesquisados: 14 - Teixeira de Freitas
Preço Médio: R$ 7.75
Variação – de R$ 7.47 a R$ 7.89
Postos Pesquisados: 6 - Porto Seguro
Preço Médio: R$ 7.71
Variação – de R$ 7.49 a R$ 7.79
Postos Pesquisados: 8 - Caetité
Preço Médio: R$ 7.69
Variação – de R$ 7.68 a R$ 7.70
Postos Pesquisados: 8 - Vitória da Conquista
Preço Médio: R$ 7.68
Variação – de R$ 7.65 a R$ 7.69
Postos Pesquisados: 15 - Santo Antônio de Jesus
\n Preço Médio: R$ 7.66
\n Variação – de R$ 7.59 a R$ 7.79
\n Postos Pesquisados: 8 - Itamaraju
Preço Médio: R$ 7.56
Variação – de R$ 7.41 a R$ 7.94
Postos Pesquisados: 7 - Jacobina
Preço Médio: R$ 7.55
Variação – de R$ 7.39 a R$ 7.79
Postos Pesquisados: 11 - Juazeiro
Preço Médio: R$ 7.54
Variação – de R$ 6.79 a R$ 7.79
Postos Pesquisados: 9 - Jequié
Preço Médio: R$ 7.51
Variação – de R$ 6.57 a R$ 7.87
Postos Pesquisados: 12 - Valença
Preço Médio: R$ 7.49
Variação – de R$ 7.39 a R$ 7.59
Postos Pesquisados: 5 - Senhor do Bonfim
Preço Médio: R$ 7.48
Variação – de R$ 6.99 a R$ 7.79
Postos Pesquisados: 16 - Jaguaquara
Preço Médio: R$ 7.37
Variação – de R$ 7.19 a R$ 7.49
Postos Pesquisados: 5 - Serrinha
Preço Médio: R$ 7.37
Variação – de R$ 7.19 a R$ 7.57
Postos Pesquisados: 8 - Barreiras
Preço Médio: R$ 7.35
Variação – de R$ 6.99 a R$ 7.49
Postos Pesquisados: 7 - Guanambi
Preço Médio: R$ 7.30
Variação – de R$ 7.10 a R$ 7.49
Postos Pesquisados: 7 - Salvador
Preço Médio: R$ 7.29
Variação – de R$ 7.19 a R$ 7.49
Postos Pesquisados: 19 - Ipirá
Preço Médio: R$ 7.23
Variação – de R$ 7.19 a R$ 7.28
Postos Pesquisados: 7 - Alagoinhas
Preço Médio: R$ 7.18
Variação – de R$ 7.11 a R$ 7.29
Postos Pesquisados: 8 - Feira de Santana
Preço Médio: R$ 7.18
Variação – de R$ 7.13 a R$ 7.39
Postos Pesquisados: 19 - Poções
\n Preço Médio: R$ 7.14
\n Variação – de R$ 6.92 a R$ 7.49
\n Postos Pesquisados: 8 - Paulo Afonso
\n Preço Médio: R$ 7.02
\n Variação – de R$ 6.87 a R$ 7.35
\n Postos Pesquisados: 8
Demais combustíveis
A gasolina aditivada também acompanhou a tendência de alta, com média estadual de R$ 7,58 e variação de até R$ 8,25 por litro. O avanço reforça o impacto direto dos reajustes nas refinarias sobre os preços finais ao consumidor, ainda que o repasse ocorra de forma gradual, influenciado por fatores como tributos, frete e margens de distribuição e revenda.
O diesel segue como o principal vetor de pressão sobre a economia. O diesel comum apresentou média de R$ 8,13 por litro na Bahia, com aumento de 3,7% na comparação semanal, enquanto o diesel S10 atingiu média de R$ 8,18, com alta de 3,5%. Em ambos os casos, os valores máximos já ultrapassam R$ 9,00 em alguns municípios, evidenciando o peso do combustível sobre o transporte de cargas, produção agrícola e serviços.
No caso do etanol hidratado, o preço médio estadual ficou em R$ 5,45 por litro, com variação entre R$ 4,90 e R$ 6,39. Apesar de ainda representar uma alternativa à gasolina em determinados cenários, o biocombustível também registrou aumento semanal de 3,2%, reduzindo a competitividade frente ao derivado fóssil.
O gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado no consumo doméstico, apresentou leve recuo no período. O botijão teve preço médio de R$ 112,35 na Bahia, com redução de 1% em relação à semana anterior, embora ainda permaneça em patamar elevado. Já o gás natural veicular (GNV) registrou média de R$ 4,08, com estabilidade, apresentando pequena variação negativa de 0,2%.
Os dados mostram que, embora haja diferenças entre os produtos, o cenário geral ainda é de preços elevados, com destaque para gasolina e diesel, que acumulam aumentos expressivos ao longo de março. No caso da gasolina, os valores nas bases da Bahia saltaram de cerca de R$ 2,55 no início do mês para patamares próximos de R$ 4,00 no fim de março, o que representa elevação de aproximadamente 56%. Já o diesel acumulou alta ainda mais intensa, chegando a cerca de 86% no mesmo período.
O cenário baiano permanece descolado da política de preços da Petrobras desde a privatização da Refinaria de Mataripe, em 2021. Atualmente sob controle da Acelen, a unidade adota política comercial própria, o que resulta em maior frequência de reajustes e maior sensibilidade às oscilações do mercado internacional.
A pressão recente também está associada ao contexto externo. A valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões geopolíticas envolvendo países do Oriente Médio, tem elevado os custos de produção e importação de combustíveis, refletindo diretamente nos preços praticados no Brasil.
Diante da alta do diesel, o governo federal anunciou medidas para tentar conter o impacto, incluindo a manutenção da desoneração de tributos e a concessão de subsídios ao combustível. A estimativa é de redução potencial de até R$ 0,64 por litro ao longo da cadeia, condicionada ao repasse pelas distribuidoras.
Mesmo com a possibilidade de medidas emergenciais, o cenário segue de incerteza. Parte dos reajustes recentes ainda não foi totalmente absorvida nas pesquisas da ANP, o que indica que os preços nas bombas podem continuar pressionados nas próximas semanas, especialmente se houver novos aumentos nas refinarias ou manutenção do cenário internacional de volatilidade.
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