Região

‘Futebol não acaba com a luta de classes, é uma expressão dela’, afirma Miguel Stédile

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Neste sábado, estréia do Brasil na Copa do Mundo, De Fatoentra em campo para tratar de futebol. Mas com uma abordagem diferente, menos interessada no que ocorre dentro das quatro linhas, do que na disputa das identidades de cada clube, nas paixões no seu entorno e nas tensões sociais que desperta e mobiliza.

Vamos falar de história, futebol e classes sociais. Contar como, muitas vezes, as camadas mais pobres acabam se apropriando de clubes fundados pelo andar de cima da sociedade. Ou como portuários, ferroviários, tecelões, bancários e outros trabalhadores resolvem criar suas próprias agremiações. Ou, ainda, como a população negra no começo do século passado – excluída do esporte dos brancos – não só fundou seus clubes como criou suas próprias ligas para poder jogar futebol.

Nosso entrevistado transitou da pesquisa sobre movimentos operários para estudar o ingresso e afirmação dos trabalhadores no futebol. Doutor em história pela UFRGS, Miguel Stédile é autor de “Da fábrica à várzea – clubes de futebol operário em Porto Alegre” e de “Aqui sangraram por nossos pés – futebol, política e identidade nacional na ditadura militar”. Além de ser um dos organizadores de “À sombra das chuteiras meridionais”, que leva o subtítulo “uma história social do futebol e outras coisas”.

O podcast De Fatoé uma produção do Brasil de Fato RSem parceria com o SindBancários de Porto Alegre e Região.

Todo sábado, um entrevistado ou uma entrevistada debaterá os principais fatos em destaque no Rio Grande do Sul, no Brasil e no mundo.

Ficha técnica da edição:
Apresentação: Katia Marko e Ayrton Centeno
Direção: Marcelo Ferreira
Produção: Saraí Brixner e Clara Aguiar
Roteiro: Ayrton Centeno
Trilha sonora original: Zé Martins
Edição e sonorização: Alexandre Garcia
Técnica: Diego Dorneles
Arte: Ana Estrázulas
Voz das vinhetas: Nara Lacerda





Com Informações: Brasil de Fato

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