A extrema direita voltou a crescer nas eleições estaduais para o Parlamento, neste domingo (20), na Alemanha. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, o partido da extrema direita e anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) aparece na liderança, enquanto em Berlim o partido A Esquerda está à frente, de acordo com os resultados preliminares. O resultado aponta para uma nova derrota para a União Democrata Cristã (CDU), partido do chanceler Friedrich Merz.�
Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD alcançou cerca de 37% dos votos, seguida pelo Partido Social-Democrata (SPD), com 35,5%. A CDU teve uma votação próxima de 5,5%, o que pode impedir que o partido ocupe cadeiras no Parlamento estadual. Apesar da liderança da AfD, os outros partidos mantêm firme a decisão de manter um “cordão sanitário” e rejeitam a possibilidade de uma coalizão com a legenda.�
Já em Berlim, A Esquerda ficou na primeira colocação, com cerca de 24,5%, seguida pela CDU, com 20%. A AfD aparece em terceiro, com 16%. Na capital do país, o debate eleitoral foi marcado por discussões sobre a crise habitacional e o aumento dos preços dos aluguéis.�
Após o fechamento das urnas, Merz fez um pronunciamento tido como “incomum” e reconheceu que o resultado, especialmente em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, foi um desastre para seu partido. O chanceler afirmou que pretende permanecer no cargo e prometeu avançar com reformas para enfrentar os problemas econômicos e políticos do país.�
Merz afirmou que assume a responsabilidade pelos resultados e declarou que as reformas exigirão “coragem, firmeza e paciência”. De acordo com o chanceler, as mudanças podem ser uma resposta ao avanço de ideias autoritárias no país. A declaração ocorre após semanas de pressão dentro da própria CDU sobre sua liderança, já que, em 2018, quando disputava o posto de presidente do partido, Merz prometeu que, sob sua liderança, o apoio à AfD poderia ser reduzido pela metade, o que não aconteceu e, em territórios como a Saxônia-Anhalt, aconteceu o contrário, com a AfD dobrando sua votação.�
As eleições deste domingo ocorrem duas semanas após o avanço histórico da AfD na Saxônia-Anhalt, onde a extrema direita obteve 43,8% dos votos em 6 de setembro, enquanto a CDU caiu para 17,2%. Na ocasião, Merz afirmou estar “profundamente chocado” com a derrota e disse que não pretendia abandonar o governo.�
*Com informações da Deutsche Welle e Opera Mundi













Deixe um comentário