As Forças Armadas dos EUA disseram ter atingido cerca de 140 alvos iranianos em seus últimos ataques, realizados na madrugada deste domingo (12).
A terceira rodada de ataques desta semana foi concluída, informou o CENTCOM (Comando Central dos EUA) em uma publicação na rede social X, acrescentando que os alvos incluíam “locais de mísseis e drones iranianos, capacidades navais, instalações de armazenamento de munição, redes de comunicação e locais de vigilância costeira”.
“Durante três noites de ataques nesta semana, o CENTCOM atingiu mais de 300 alvos sob as ordens do Comandante-em-Chefe para prejudicar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam livremente pelo estreito”, acrescentou.
O CENTCOM afirmou anteriormente que lançou os ataques mais recentes em resposta a um ataque contra um navio porta-contentores que passava pelo Estreito de Ormuz. A IRGC (Guarda Revolucionária do Irã) disse ter disparado um tiro de advertência contra uma embarcação que tentava usar uma rota não autorizada para cruzar o estreito.
Horas antes, como mostrado pela CNN, as Forças Armadas dos EUA haviam anunciado na noite de sábado (11) sobre o lançamento dessa terceira rodada de ataques contra o Irã desta semana.
Segundo o comunicado publicado no X, a nova ofensiva acontece depois que a IRGC (Guarda Revolucionária do Irã) “atacou de forma flagrante o navio M/V GFS Galaxy, um porta-contêineres de bandeira do Chipre que transitava pelo Estreito de Ormuz.”
O comunicado diz, ainda, que um tripulante civil está desaparecido, e a embarcação não consegue prosseguir viagem devido a um incêndio a bordo e a graves danos na casa de máquinas.
O CENTCOM acrescentou que “o Irã recebeu mais uma oportunidade de demonstrar o cumprimento do Memorando de Entendimento – que instituiu um cessar-fogo provisório – após ter sido responsabilizado por ataques anteriores contra embarcações comerciais, mas novamente falhou.”
O comunicado conclui dizendo que em resposta, “os Estados Unidos estão impondo um alto custo ao continuar reduzindo a capacidade do Irã de atacar livremente marinheiros civis e navios comerciais que transitam pelo Estreito. Os ataques estão sendo realizados sob a orientação do comandante em chefe” [o presidente Donald Trump].
A IRGC (Guarda Revolucionária do Irã) informou, também no sábado, que havia fechado o Estreito de Ormuz após “disparar um tiro de advertência contra uma embarcação que tentava utilizar uma rota não autorizada para trafegar”.
A agência de notícias semi-oficial Tasnim, ligada à IRGC, disse que a guarda iraniana condenou o que classificou como “interferência externa de potências estrangeiras”, na forma de várias embarcações que tentavam cruzar o Estreito por “rotas não autorizadas”.
O comunicado citado pela Tasnim diz, ainda, que “diante da situação precária causada por essa interferência ilegal de partes externas, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso e até que a interferência regional dos Estados Unidos cesse”, diz o comunicado. “Nenhuma embarcação ou navio militar terá permissão para passar.”
*com informações de Xiaoqian Lin, da CNN













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