Ex-deputado estadual e ex-vereador, Luis César Bueno é a aposta do Partido dos Trabalhadores (PT) para disputar o governo estadual em Goiás. Após uma série de imbróglios na legenda, o nome do petista foi confirmado para a disputa majoritária na manhã deste sábado (1º) durante a convenção do partido. Realizada no Salão do Clube SindSaúde, em Goiânia, a convenção também confirmou o advogado Carlos Mundim, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), como vice-governador. As candidaturas ao Senado ainda não foram definidas.
Bueno ainda projetou crescimento em relação ao resultado do segundo turno de 2022. De acordo com ele, a campanha se apoiará em três eixos: representatividade, legado e um plano de desenvolvimento econômico com justiça social e geração de emprego e renda.�
“Esse estado não é conservador, é um estado progressista de pessoas que trabalham e lutam e que acreditam muito no presidente Lula. Lula fez mais por Goiás do que qualquer outro governador do Estado”, afirmou em crítica ao discurso de que o estado segue liderado pelo modo de vida conservador-caiadista ligado ao agro-hidro-mineronegócio.
Questionado pelo Brasil de Fato DFsobre a proximidade do partido com o PDT – que já teve em Ciro Gomes uma figura de ruptura com Lula-, Bueno disse não ter qualquer desconfiança. “Nós estamos numa frente progressista, uma frente de partido de esquerda para fazer com que Lula continue no governo, para fazer um governo de inclusão social, de desenvolvimento econômico, um governo que realmente garanta a soberania do país. Por isso o PDT é importante estar conosco”, explicou.
Presidente estadual do PT e candidata à reeleição como deputada federal, Adriana Accorsi, comentou sobre o legado de repressão deixado pelo governo Caiado. Para ela, o silêncio do ex-governador sobre a segurança pública é uma forma de mentira: “Quando o ex-governador diz que não há violência em Goiás, ele mente, porque contra mulheres e meninas a violência só tem aumentado”.
Ainda no discurso, Accorsi, que estava cotada para disputar o governo do estado ou uma vaga ao Senado Federal, observou que a campanha do partido será voltada para “uma política que combine respeito e promoção aos direitos humanos com capacidade efetiva de enfrentamento ao crime organizado, ao feminicídio e à violência sexual contra mulheres”. De acordo com ela, a proposta aparece como contraponto direto a um ano marcado por forte violência contra os movimentos sociais do campo. E assim, eleger Lula e deputados federais e estaduais comprometidos com o enfrentamento a essa violência. “O coração está cheio de esperança para eleger Lula no primeiro turno”, finalizou.
Foco na Alego
Na chapa para deputados federais e estaduais, o PT apresentou 51 candidaturas e concentram-se em uma disputa eleitoral por mais cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Do conjunto de 51 nomes, 14 disputam vaga na Câmara Federal e 37 concorrem à Assembleia. Com isso, a chapa proporcional da Federação vai para a disputa eleitoral com 42 candidatos e candidatas a deputado estadual e 18 a federal, onde, além do PT, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) tem duas vagas para estadual e duas para federal e o Partido Verde (PV) tem três para estadual e duas para federal.
Entre as candidaturas à Assembleia, o candidato a reeleição Antônio Gomide, que coordena há cinco anos a frente parlamentar Estadual em defesa da Universidade Estadual de Goiás (UEG), cobrou compromisso com o ensino superior público na região de Anápolis. Ele lembrou que o governo Caiado retirou, já no primeiro dia de mandato, os 2% de recursos constitucionais garantidos por lei à UEG – hoje presente em mais de 37 cidades goianas. “A universidade não pode ficar atrelada a governo. O governo passa, a universidade fica”, afirma. Como contraponto a uma educação voltada ao agro-hidro-mineronegócio e à monocultura de saberes, para Gomide, a campanha que começa em 16 de agosto deve unir ex-alunos, alunos e professores em torno de um projeto de fortalecimento do ensino superior.
Na disputa por uma vaga na Câmara Federal, o vereador de Goiânia pelo PT, Edward Madureira apresentou a educação como eixo central de sua candidatura. “Ela sempre esteve no centro da minha trajetória. Como professor, reitor e vereador, aprendi que quando se investe em educação ampliamos as possibilidades de desenvolvimento do país, contribuímos com a redução das desigualdades e na geração de oportunidades. Como deputado federal, quero colocar essa experiência a serviço do Brasil, defendendo mais investimentos para a educação pública, valorização dos profissionais, fortalecimento da ciência e da tecnologia e políticas que garantam a cada criança e jovem o direito de aprender, sonhar e construir um futuro melhor”, complementou.�
Pesquisa
A pesquisa Quaest divulgada na última quinta-feira (30) mostrou o cenário da disputa ao governo do estado goiano. O atual governador Daniel Vilela (MDB) lidera com 37% das intenções de voto, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB) com 21%. Em terceiro lugar aparece o senador Wilder Morais (PL), que registra 11%. O candidato do PT aparece em 4º lugar na pesquisa com 3% das intenções de voto.
Convenções
Até o dia 5 de agosto – último dia para a realização das convenções partidárias, segundo o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) -, outros partidos goianos devem anunciar suas chapas. A convenção do PDT será realizada na segunda-feira (3). Na terça-feira (4), será a vez das convenções do PSB e PV. Já na quarta-feira (5), será a vez de PSDB, PSD, União Brasil, MDB e PL homologarem suas chapas.
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