O Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançará em 9 de março o edital Clima na Economia: Integrando a Questão Climática à Agenda Econômica, com previsão de até R$ 2,5 milhões para financiar pesquisas aplicadas sobre a integração entre clima e economia no Brasil. A chamada busca apoiar estudos com uso direto em políticas públicas, estratégias empresariais e decisões de investimento.
Segundo o iCS, o apoio financeiro será destinado a projetos capazes de gerar evidências, diagnósticos, ferramentas, modelos e recomendações voltados à relação entre economia e clima. Cada proposta poderá receber até R$ 500 mil. As inscrições devem ser feitas exclusivamente por pessoas jurídicas no site do iCS.
O processo de inscrição ocorrerá em duas etapas. A primeira fase, com envio inicial das propostas, será realizada entre 9 de março e 8 de abril de 2026, até as 16h (horário de Brasília). Os projetos pré-selecionados seguirão para a segunda etapa, prevista para começar em 29 de maio, quando será exigida documentação complementar e a versão detalhada da pesquisa.
De acordo com o iCS, podem participar instituições brasileiras de pesquisa, universidades públicas e universidades privadas sem fins lucrativos cuja missão inclua produção científica ou tecnológica, além de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos com experiência comprovada em pesquisa aplicada. A chamada é direcionada à apresentação de propostas alinhadas às condições definidas no edital.
A coordenadora técnica do hub de Economia e Clima do ICS afirma que a agenda climática já impacta decisões econômicas diariamente e aponta a necessidade de ampliar a produção de evidências aplicadas voltadas a formuladores de políticas públicas, gestores e investidores. “Este edital nasce para aproximar a pesquisa econômica da prática e oferecer subsídios qualificados para decisões que influenciam o desenvolvimento do Brasil no longo prazo”, diz Sarah.
As propostas deverão se enquadrar em uma de quatro linhas temáticas previstas no edital. Entre elas estão adaptação às mudanças climáticas, relação entre macroeconomia e mudanças climáticas, microeconomia e clima e finanças públicas e mudanças climáticas, incluindo temas como gestão hídrica, estabilidade financeira, decisões de empresas e instrumentos fiscais e orçamentários.
O edital prevê estudos sobre impactos na saúde, efeitos fiscais associados à redução de receitas públicas, planejamento orçamentário para adaptação e avaliação econômica de riscos em setores como agropecuária e geração de energia. Também inclui análises sobre inflação, produtividade, atividade econômica, financiamento climático em estados e municípios, revisão de subsídios, tributação verde e incorporação de riscos climáticos no planejamento orçamentário.













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