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Com chance de vitória da extrema direita, alta participação marca eleição histórica no estado alemão Saxônia-Anhalt

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A eleição estadual deste domingo (6) em Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, é marcada por uma participação expressiva dos eleitores. Às 16h do horário local – e 11h em Brasília –, 65,3% dos eleitores haviam comparecido às urnas, segundo dados da autoridade eleitoral estadual, sem contabilizar os votos enviados por correspondência. No mesmo horário da eleição de 2021, a participação era de 41%. Cerca de 1,7 milhão de pessoas estão aptas a votar no estado, que tem aproximadamente 2,1 milhões de habitantes.

A votação pode entrar para a história da Alemanha caso a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita, consiga formar um governo estadual. Seria a primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial que uma legenda de extrema direita chegaria ao comando de um estado alemão. A AfD, representada pelo candidato Ulrich Siegmund, aparece com mais de 40% das intenções de voto nas pesquisas, à frente da União Democrata-Cristã (CDU), que governa a região há 24 anos. O CDU é o mesmo partido do chanceler alemão Friedrich Merz.

O estado é majoritariamente rural, foi parte do território da Alemanha Oriental e apresenta indicadores econômicos inferiores aos de grande parte do país, cenário que alimenta o descontentamento de parcela da população e tem sido explorado pela AfD em sua campanha. Questões como imigração, segurança e perda de empregos estão entre os principais temas da disputa.

A possibilidade de uma vitória da AfD ganhou dimensão nacional porque os principais partidos alemães mantêm uma política de não cooperação com a legenda. Caso conquiste maioria absoluta no Parlamento estadual, a AfD poderá governar sem precisar de aliados e romper, na prática, essa barreira. O resultado de Saxônia-Anhalt, portanto, é acompanhado de perto em Berlim e pode se tornar um marco para o avanço da extrema direita na política alemã.

As eleições regionais alemãs seguem nas próximas semanas em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim, uma vez que a capital é uma cidade-estado. De acordo com reportagem da Deutsche Welle, a expectativa é que a AfD dobre o seu número de eleitores em Berlim – nas últimas eleições eles alcançaram 9% e ganhe em Mecklemburgo, atualmente governado pelos sociais-democratas.

*Com informações de Deutsche Welle e AFP





Com Informações: Brasil de Fato

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