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Com avanço da escala 6×1, analista destaca cálculo político e alerta sobre eleições legislativas

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Após a reaproximação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o projeto que prevê o fim da escala 6×1 tem avanços em sua tramitação.

O relator da proposta, senador Omar Aziz (PSD-AM), confirmou ao Brasil de Fato que fará poucas alterações no texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Segundo o senador, eventuais mudanças serão pontuais e não devem interferir no mérito da proposta. Com isso, votação poderá ser acelerada.

O cientista político Paulo Niccoli Ramirez, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP) e colunista do Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, destaca a mudança da postura de Alcolumbre, que, até pouco tempo, sinalizava que deixaria para o próximo ano essa discussão. Para ele, o cálculo foi político.

“O fim da escala 6×1 não beneficia apenas Lula, mas todos que se apoiarem nele para os cargos legislativos. Nós estávamos discutindo desde o ano passado que era uma arma que Lula tinha diante de um Congresso hegemônico. Não se trata de oportunismo, até porque oportunismo é o que o Congresso fez nos últimos anos”, afirma, ao reforçar que o projeto é uma construção coletiva de partidos de esquerda com aprovação popular.

Eleições do Congresso

Niccoli destaca que as eleições deste ano vão renovar grande parte do Congresso e que isso é de grande importância, contudo, a escolha dos parlamentares é muitas vezes subestimada. Ele aponta que existe um “problema de origem”, que sobrepõe a campanha presidencial à do legislativo. E a prova disso é que a maioria do eleitorado acaba esquecendo em quem votou.

Segundo o cientista político Paulo Niccoli Ramirez, essa estratégia de ofuscar campanhas ao legislativo faz com que “políticos medíocres sejam eleitos e levem a cabo seus interesses privados” quando chegam ao Congresso. Para ele, separar as campanhas geraria “maior engajamento da população e uma conscientização ideológica”. “O presidente sozinho não faz nada”, resume.

“Não tem outra função senão ofuscar a campanha para o legislativo, beneficiando os partidos de centro e de direita. Os próprios políticos fazem de tudo para se ocultar nessas campanhas. É um verdadeiro fracasso. Em outros países isso não acontece”, defende.

A expectativa é que haja uma alta taxa de reeleição, já que mais de 80% dos deputados vão tentar mais um mandato.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.





Com Informações: Brasil de Fato

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