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China dá apoio ao Irã, mas coloca freios para preservar interesses no Golfo

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A reunião entre ministros das Relações Exteriores de China e Irã serviu para Pequim reafirmar que apoia a “salvaguarda” da soberania iraniana e o “direito legítimo do Irã ao uso pacífico de energia nuclear”.

Mas o ministro chinês, Wang Yi, também deixou claro ao iraniano Abbas Araghchi que “a retomada do conflito é inaceitável” – segundo narra a nota sobre o encontro divulgada pela chancelaria de Pequim.

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O encontro entre Wang Yi e Araghchi, nesta quarta-feira (6), ocorreu uma semana antes da viagem programada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, também em Pequim.

O chanceler iraniano disse que discutiu com a China questões sobre o programa nuclear iraniano, o fim de sanções financeiras contra o país e a reabertura do Estreito de Ormuz — hoje sob bloqueio duplo, de Irã e Estados Unidos.

A China acredita que a cessação completa das hostilidades é imperativa, que a retomada do conflito é inaceitável e que a persistência nas negociações é particularmente importante

Nota do Ministério das Relações Exteriores da China

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Pequim busca blindar o fluxo comercial do Golfo Pérsico de disputas por influência regional. Antes da guerra, a China era o principal destino do petróleo que saía do Oriente Médio através do Estreito de Ormuz.

Em meio à agenda em Pequim, Araghchi também conversou por telefone com o chanceler da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan; há três semanas, Xi Jinping recebera em Pequim o príncipe herdeiro de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), o xeique Khaled bin Mohamed Al Nahyan.

“A China defende que os países do Golfo e do Oriente Médio devem ter controle de seus próprios destinos e incentiva o diálogo entre o Irã e mais países do Golfo para alcançarem relações amistosas e de boa vizinhança”, diz ainda a nota chinesa.

Wang Yi também afirmou a Araghchi que a China “está disposta a consolidar e aprofundar a confiança política mútua com o Irã, manter e fortalecer os intercâmbios de alto nível, aprofundar a cooperação mutuamente benéfica em diversas áreas e continuar a promover a parceria estratégica abrangente” entre ambos os países.

Análise: China não toma partido no caos do Golfo

Marcus Vinícius de Freitas, professor da Universidade de Relações Exteriores de Pequim (China): Há uma relação comercial importante com o Irã, grande fornecedor de petróleo para a China. Mas a China não é totalmente dependente do Irã para a aquisição de petróleo e pôde adquiri-lo de outras fontes em meio a esse processo todo.

Lourival Sant’Anna, analista de Internacional da CNN: Há muito tempo a China de se projetar como um parceiro confiável e um país responsável. E os Estados Unidos de Donald Trump se tornaram o país das tarifas, da guerra, da instabilidade, da violação de regras e da ameaça de anexação da Groênlandia e do Canadá.



Fonte: CNN Brasil, todos os direitos reservados

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