A Carteira de Identidade Nacional (CIN) chegou a 55 milhões de emissões e foi tema de uma solenidade realizada nesta terça-feira, 9 de junho, em Brasília, durante o Fórum de Certificação e Identificação Digital (CertForum-ID 2026), que ocorre na capital federal nos dias 9 e 10 de junho.
Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a ministra Esther Dweck afirmou que a CIN fortalece a cidadania e a soberania nacional ao criar uma base de identificação mais segura, integrada e interoperável para o país. A declaração foi feita durante o evento que marcou a quantidade de documentos emitidos.
“O acesso à CIN tem avançado em todas as regiões do país, alcançando grandes centros urbanos, cidades do interior e populações historicamente mais vulneráveis. Trata-se de uma demonstração de que a cooperação institucional é capaz de gerar resultados efetivos para a população brasileira”, afirmou Dweck.
A ministra também citou que a produção de documentos com altos padrões de segurança, o desenvolvimento de tecnologias biométricas, a proteção contra fraudes e a interoperabilidade entre sistemas resultam de uma relação entre poder público e iniciativa privada. Ela disse que o documento é considerado 10 vezes mais seguro que o antigo RG e representa o “compromisso com um Brasil mais integrado, seguro, moderno e inclusivo”.
Na avaliação de Dweck, o fortalecimento das bases de identificação tem impacto mais amplo para o fortalecimento nacional. “A construção de uma identidade nacional segura e integrada é também uma expressão de soberania. Um Estado forte é aquele que conhece sua população, protege as pessoas e assegura que todos tenham acesso aos seus direitos de forma segura e eficiente”, ressaltou a ministra.
Para o secretário de Governo Digital do MGI, Rogério Mascarenhas, a CIN está levando cidadania para 55 milhões de pessoas e ampliando a possibilidade de exercício de direitos. Ele afirmou que a Carteira de Identidade Nacional traduz avanços na consolidação do serviço biométrico federal. “Muitos países não têm a dimensão de identificação que o Brasil tem”, justificou.
A solenidade contou ainda com o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid), Célio Ribeiro; o deputado federal Hugo Leal; e o diretor de Gestão e Integração de Informações da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Joaquim Carvalho. “Cada Estado tinha uma sua lógica de emissão da carteira de identidade”, observou Leal.
Leal acrescentou que é necessário seguir com a evolução para fortalecer a segurança digital. Em relação ao tema, Carvalho Filho afirmou que a ampliação das emissões da CIN enriquece as bases de dados usadas pelo MJSP e permite ações de segurança pública com base em evidências. “É um marco histórico: estamos levando cidadania para 55 milhões de pessoas”, disse.
Carvalho Filho também declarou que iniciativas ligadas à carteira de identidade nacional contribuem para reduzir os “silos de informações” — ou seja, permitem integrar dados de identificação. Já Célio Ribeiro, da Abrid, disse ser importante para o país contar com uma base validada e integrada. “Não são apenas 55 milhões de documentos emitidos; são 55 milhões de pessoas identificadas, de verdade”, pontuou.
Ribeiro mencionou que a CIN enfrentou um problema associado ao modelo anterior, quando a emissão do RG era descentralizada em cada estado e podia permitir que uma mesma pessoa tivesse mais de um documento. Ele afirmou que o novo sistema amplia a confiança das informações de identificação.
Sobre o CertForum-ID 2026
O CertForum-ID 2026 acontece nos dias 9 e 10 de junho, em Brasília, e reúne representantes do governo, especialistas e integrantes da iniciativa privada para discutir identidade digital, certificação, segurança jurídica e interoperabilidade. O tema central deste ano é a Infraestrutura de Confiança, com debates sobre uso da identidade digital na modernização de serviços públicos.
Na terça-feira (9/6), além da solenidade sobre as 55 milhões de Carteiras de Identidade Nacional emitidas, o fórum apresentou painéis sobre confiança digital, segurança jurídica, assinaturas eletrônicas e interoperabilidade segura de dados. Na quarta-feira (10/6), os debates seguem com autenticação na era da inteligência artificial, credenciais verificáveis, serviços de confiança, mercado global e modernização regulatória e operacional.













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