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Bahia tem 418 candidaturas femininas nas Eleições 2026

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A Bahia tem 418 candidaturas femininas registradas para as Eleições 2026, distribuídas entre 26 partidos. Elas representam 34,7% das 1.204 candidaturas apresentadas no estado para governador, vice-governador, senador, suplentes, deputado federal e deputado estadual.

Os dados fazem parte do Portal de Eleições da Agência Sertão, que consolida informações públicas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), obtidas por meio do DivulgaCandContas e das tabelas abertas da Justiça Eleitoral.

O perfil das mulheres que entraram na disputa eleitoral baiana mostra uma idade média de 48,7 anos, patrimônio declarado de R$ 121,5 milhões e uma participação expressiva de candidatas que nunca haviam concorrido em eleições anteriores.

Oito em cada dez candidatas são pardas ou pretas

A distribuição por cor ou raça é um dos principais recortes do levantamento. Metade das candidaturas femininas, exatamente 50%, é de mulheres que se declararam pardas.

Outras 30,14% se declararam pretas, fazendo com que pardas e pretas representem juntas 80,14% das candidaturas femininas registradas na Bahia.

As mulheres brancas representam 18,42% do total. Há ainda 1,2% de candidaturas de mulheres indígenas e 0,24% de mulheres que se declararam amarelas. O painel possui informação de cor ou raça para todas as 418 candidaturas analisadas.

Em números absolutos, são aproximadamente 209 candidatas pardas, 126 pretas, 77 brancas, cinco indígenas e uma amarela.

Republicanos tem o maior número de candidatas

As 418 mulheres estão distribuídas entre 26 partidos. O Republicanos apresenta o maior contingente, com 36 candidatas.

Na sequência aparecem PSDB, com 34; MDB, com 33; Avante, PDT e PL, com 31 cada; PSOL, com 29; União Brasil, com 23; PSB e Mobiliza, com 18 cada; e PSD e PT, ambos com 16 candidaturas femininas.

Entre as demais legendas, o Novo tem 13 candidatas; DC, 12; Missão, Podemos, PP e PV, oito cada; Agir, Cidadania, Rede e Solidariedade, sete cada; PCdoB, seis; UP, cinco; PRD, quatro; e PCO, duas.

O número de mulheres por partido não deve ser interpretado isoladamente como indicador de cumprimento da cota de gênero. Para as eleições proporcionais, como as disputas para deputado federal e estadual, a legislação determina que partidos e federações observem mínimo de 30% e máximo de 70% de candidaturas de cada gênero, considerando as listas submetidas à Justiça Eleitoral.

Assim, o percentual de 34,7% registrado entre todas as candidaturas baianas serve para dimensionar a participação feminina no conjunto da eleição, mas a verificação da cota é feita de acordo com as regras aplicáveis às candidaturas proporcionais de cada partido ou federação.

Um terço das mulheres concorre pela primeira vez

Entre as candidatas da Bahia, 138, ou 33%, não possuem participação identificada em eleições anteriores. O percentual de estreantes entre as mulheres é superior ao observado no conjunto de todas as candidaturas baianas, que ficou em 28,2%.

As outras 280 candidatas, correspondentes a 67% do total feminino, possuem algum histórico eleitoral anterior disponível na base.
Entre as mulheres com maior número de eleições anteriores estão Lúcia Rocha (MDB) e Aladilce (PCdoB), com dez participações anteriores identificadas para cada uma.

Olivia, do PCdoB; Leo Kret do Brasil, do União Brasil; e Marta Helena, do PSDB, aparecem com nove eleições anteriores. Lídice da Mata, Ana Rita Tavares, Ivana Bastos, Lu Cerqueira e Maurina dos Anjos aparecem com sete.

Idade média é de 48,7 anos

A idade média das candidatas baianas é de 48,7 anos, enquanto a mediana é de 48 anos. Todas as 418 candidaturas possuem data de nascimento válida na base.

As faixas de 40 a 49 anos e de 50 a 59 anos concentram a maior parte das candidaturas femininas. O painel também mostra presença de mulheres desde a idade mínima permitida para determinadas disputas até candidatas com mais de 70 anos.

As três candidatas mais velhas identificadas no ranking têm 74 anos: Graça Inocência (Podemos), candidata a deputada federal; Rose Guerreira (Mobiliza) e Hildete David (PSB), candidatas a deputada estadual.

Maria Bona (PCO), candidata a governadora, aparece com 73 anos, mesma idade de Lúcia Rocha (MDB), Dinalva Conceição (Agir), Célia Silva (PDT), Professora Cleonice Monteiro (PSDB) e Fátima Nunes (PT).

Candidata mais jovem tem 21 anos

Na outra ponta da distribuição etária, Amanda Rios (Republicanos), candidata a deputada estadual, é a mais jovem da lista, com 21 anos.

Jamille Dias (Missão), candidata a deputada federal, tem 22 anos. Samanta Stefany (DC) e Louise Ferreira (UP), ambas candidatas a deputada estadual, têm 23 anos.

Paloma Martinez (PSOL) aparece com 24 anos, enquanto Helena Egli (Missão), candidata a deputada federal, tem 25.

Também aparecem entre as mais jovens Marta de Irmão Lazaro (PDT) e Valeria Teixeira (PT), com 26 anos, além de Nicole Santana (Cidadania), Giovana Ferreira (UP) e Brenda Alves (PSDB), todas com 27.

Ensino superior completo predomina

O painel mostra ainda a escolaridade declarada pelas candidatas. O ensino superior completo é o nível de instrução mais frequente, seguido pelo ensino médio completo e pelo superior incompleto.

Há ainda registros de candidatas com ensino fundamental completo ou incompleto e ensino médio incompleto. A base apresenta escolaridade informada para todas as mulheres que integram o levantamento.
Entre as ocupações declaradas, o painel reúne profissionais de diferentes áreas, incluindo advogadas, administradoras, enfermeiras, assistentes sociais, agricultoras, professoras, comerciantes, pedagogas e técnicas de enfermagem, além de outras categorias.

Quase metade das candidatas é solteira

No estado civil, 48,33% das candidatas são solteiras. As casadas correspondem a 33,01%, enquanto 14,11% são divorciadas.

Mulheres viúvas representam 3,83% e as separadas judicialmente correspondem a 0,72% do recorte.

A análise da origem mostra ainda que 89,47% das candidatas nasceram na própria Bahia e 10,53% nasceram em outras unidades da Federação.

Outro indicador mostra que 3,35% das candidaturas femininas possuem declaração quilombola, o equivalente a 14 mulheres.

Patrimônio das candidatas soma R$ 121,5 milhões

As 418 candidaturas femininas reúnem R$ 121,5 milhões em patrimônio declarado. A mediana, porém, é de apenas R$ 10.350, indicando que os valores estão concentrados em uma parcela menor das candidatas.

O maior patrimônio feminino declarado é o da atual presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ivana Bastos (PSD), com R$ 7,86 milhões.

Andrea Castro (PSD), também candidata a deputada estadual, aparece na segunda posição, com R$ 5,97 milhões. Depois estão Bete de Zé de Agdônio (MDB), com R$ 4,2 milhões; Dra. Fabíola Mansur (PV), com R$ 3,95 milhões; e Isis Teixeira (MDB), candidata a deputada federal, com R$ 3,87 milhões.

Também aparecem entre os maiores patrimônios Jamile de Jesus (PP), com R$ 3,27 milhões; Vanuza do Cacau (Republicanos), com R$ 3,18 milhões; Luciana Alves (PV), com R$ 3,1 milhões; Dra. Sílvia Rodrigues (PL), com R$ 2,57 milhões; Lis Moreira (MDB) e Camila Vasconcelos (PL), com R$ 2,5 milhões cada.

Os valores correspondem aos bens declarados e divulgáveis disponíveis nas bases da Justiça Eleitoral, e podem ser atualizados durante o processo eleitoral.

Gastos ainda aparecem zerados

Até o momento, ainda não há informações sobre gastos de campanha.Isso não significa que as candidatas necessariamente não tenham realizado despesas. A base reflete as informações que já haviam sido incorporadas às fontes consultadas até o momento da atualização, e os dados financeiros podem mudar ao longo da campanha.

As regras de financiamento também estabelecem tratamento específico para as candidaturas femininas. Segundo o TSE, os partidos devem destinar às campanhas de mulheres uma parcela dos recursos públicos correspondente à proporção de candidaturas femininas em relação ao total registrado pela legenda, respeitado o mínimo de 30%.

Para as Eleições 2026, as normas do TSE determinam ainda que os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha destinados às cotas sejam aplicados nas respectivas campanhas e estabelecem regras de fiscalização na prestação de contas.

Documentação está disponível para todas as candidatas

A cobertura da base é integral em vários dos principais campos. Todas as 418 candidaturas femininas possuem informação disponível sobre sexo, cor ou raça, nascimento, escolaridade, ocupação, patrimônio, limite de campanha, documentos e foto publicável.

O CNPJ de campanha estava disponível para 414 das 418 candidatas, ou 99% do total. Sites ou endereços de e-mail aparecem para 349 candidaturas, correspondentes a 83,5%.

O histórico eleitoral está disponível para 280 mulheres, o equivalente a 67% do recorte.

Portal de Eleições permite outros recortes

O levantamento foi produzido a partir do painel de Estatísticas das Eleições 2026 da Agência Sertão. A ferramenta permite combinar filtros para analisar as candidaturas por estado, cargo, partido, sexo, cor ou raça, faixa etária, escolaridade, ocupação, estado civil, trajetória eleitoral, patrimônio, gastos de campanha, documentação e outros indicadores.

Além das estatísticas, o Portal de Eleições da Agência Sertão reúne páginas individuais de candidatas e candidatos, dados sobre eleições anteriores, patrimônio, documentos, composição de chapas, registros partidários e histórico eleitoral.

O portal também concentra informações sobre eleitorado, pesquisas e resultados de eleições anteriores, permitindo consultar o desempenho de candidatos e diferentes recortes territoriais.

A metodologia utiliza conjuntamente informações públicas do DivulgaCandContas e das tabelas abertas do TSE. Quando determinado campo não é encontrado em uma fonte, o sistema procura o registro correspondente nas bases de candidaturas, bens, despesas e vagas.

Como o processo eleitoral ainda está em andamento, informações relacionadas à situação dos pedidos de registro, documentos, patrimônio e movimentação financeira podem sofrer alterações conforme novas cargas sejam disponibilizadas pela Justiça Eleitoral.



Com informações do Agência Sertão

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