Em cartaz no Rio de Janeiro, o documentário Anatomia do Caos, dirigido por Dandara Ferreira e distribuído pela Descoloniza Filmes, mostra os bastidores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19 instalada no Senado durante a pandemia. A partir do acesso ao Senado, a diretora acompanha a trajetória completa da CPI e registra um dos momentos mais marcantes da Pandemia no Brasil.
A partir de entrevistas com parlamentares, o filme reconstrói a memória desse período sombrio da história brasileira, e relembra as omissões do ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes do seu governo de extrema direita. Em entrevista ao programa Conversa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, a diretora contou que, em 2021, sentiu que o cinema poderia dar voz ao povo brasileiro.
“Esse filme é sobre a responsabilização do Bolsonaro durante a pandemia e sobre como foi viver naquele momento um governo negacionista”, disse Ferreira.�
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A obra revela bastidores inéditos de senadores que integravam a CPI e buscavam respostas para a omissão deliberada do governo federal diante do colapso da saúde. Falhas estruturais na condução da crise culminaram na morte de mais de 700 mil brasileiros.�
Anatomia do Caos também aborda uma questão recorrente nos processos de CPIs no país: a impunidade ao final dos trabalhos. “Se eu fosse juiz da Suprema Corte, eu puniria [Jair] Bolsonaro e seus colaboradores do gabinete paralelo, por esse crime monstruoso, com penas maiores do que aquelas com que ele está sendo punido agora pela tentativa de golpe”, enfatiza a diretora.
Dandara define dois temas centrais abordados no documentário: “Uma, a primeira coisa, é sobre memória, mas também sobre justiça. A CPI teve uma importância: ela acelerou a vacinação, ela paralisou o sistema de corrupção que estava em curso. Essa história ainda não terminou.”













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