O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão em empate técnico na disputa do segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20). Flávio Bolsonaro tem 48% das intenções de voto, e Lula, 45%. Brancos e nulos somam 5%, e 2% não sabem ou não responderam.
Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Flávio Bolsonaro pode ter de 46% a 50%, e Lula, de 43% a 47%. Considerando apenas os votos válidos, o senador tem 52%, e o presidente, 48%, também dentro da margem.
Na série histórica do instituto, Lula oscila entre 44% e 45% desde junho. Flávio Bolsonaro, que tinha 40% naquele mês, cresceu em todas as rodadas seguintes e passou de 46% para 48% em relação ao levantamento divulgado em 1º de outubro. Na pergunta espontânea, em que os nomes não são apresentados ao entrevistado, o senador aparece com 47%, e o presidente, com 44%.
A rejeição dos dois candidatos também está empatada tecnicamente: 35% dos entrevistados dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum, e 33%, que não votariam em Flávio Bolsonaro. Outros 28% rejeitam os dois, e 4% não rejeitam nenhum.
Segundo a pesquisa, 93% dos eleitores dizem que o voto está definido. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 94% afirmam que não mudariam de jeito nenhum; entre os de Lula, 90%.
Recortes do eleitorado
Lula lidera entre as mulheres (49% a 45%), entre os eleitores com 60 anos ou mais (52% a 44%), entre os católicos (49% a 43%) e na faixa de renda de até dois salários mínimos (54% a 39%). No Nordeste, a vantagem do presidente é de 62% a 31%.
Flávio Bolsonaro vence entre os homens (52% a 41%), os jovens de 16 a 34 anos (50% a 41%), os evangélicos (56% a 39%) e os eleitores com renda acima de cinco salários mínimos (61% a 33%). O senador lidera no Sul (62% a 28%), no Centro-Oeste (60% a 30%), no Sudeste (53% a 40%) e no Norte (50% a 45%).
Propostas
O levantamento também mediu o apoio a 13 propostas. Todas têm maioria favorável no eleitorado geral, mas algumas dividem os eleitores dos dois candidatos.
A redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salários, tem apoio de 64% dos entrevistados. Entre os eleitores de Lula, o índice chega a 76%; entre os de Flávio Bolsonaro, é de 53%. A ampliação do Farmácia Popular para incluir exames de diagnóstico e acompanhamento de saúde é apoiada por 74%, e um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimentos em infraestrutura e indústria, por 77%. A extensão do Pé-de-Meia a estudantes universitários tem 63% de apoio, e o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) que atendam a critérios do governo, 58%.
Na área de segurança, 90% defendem reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, e 82% apoiam a criação de cinco novos presídios federais de segurança máxima para líderes de facções. A classificação de facções criminosas como organizações narcoterroristas tem 66% de apoio no total e é a única proposta rejeitada pela maioria dos eleitores de um dos candidatos: entre os eleitores de Lula, 56% são contra. Entre os de Flávio Bolsonaro, 88% são a favor. A criação de um Ministério da Segurança Pública tem 60% de apoio.
Entre as propostas sobre a estrutura do Estado, 85% apoiam tirar do presidente da República a prerrogativa de indicar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), 80% defendem reduzir em pelo menos dez o número de ministérios, 63% querem limitar as decisões individuais dos ministros do STF, e 59% são a favor de acabar com a reeleição para presidente.
A Real Time Big Data ouviu 2 mil eleitores, por telefone, entre 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02952/2026.













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