Mais R$ 152,4 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) foram liberados para as obras da Ferrovia Transnordestina, em decisão aprovada pelo Governo do Brasil por meio da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (Sudene/MIDR). O repasse reforça o financiamento do projeto ferroviário no Nordeste.
A liberação foi deliberada pela Diretoria Colegiada da Sudene em reunião realizada nesta quinta-feira, 19 de março. O valor integra uma parcela contratual de R$ 1 bilhão, da qual R$ 806 milhões já haviam sido repassados anteriormente para o empreendimento.
Segundo o Governo Federal, com mais de 1,2 mil quilômetros de extensão, a ferrovia deve ligar o município de Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo do Pecém, no Ceará, com a proposta de consolidar um corredor logístico para o escoamento da produção regional.
A Sudene é uma das financiadoras da obra por meio do FDNE e prevê aplicar R$ 7,4 bilhões no projeto até 2027. Com o novo aporte, já foram liberados R$ 6,6 bilhões desse total, incluindo R$ 800 milhões provenientes do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).
“A Transnordestina não é apenas uma ferrovia, é um projeto de desenvolvimento e de integração regional”, destacou o ministro Waldez Góes, durante agenda com o presidente Lula no Ceará, ao reafirmar o compromisso do Governo Federal com a conclusão da obra.
De acordo com o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, a Transnordestina é estratégica para o desenvolvimento regional. “Trata-se de um projeto prioritário para o Governo do Brasil, com impacto direto na dinamização dos setores produtivos, geração de empregos e aumento da renda no Nordeste”, afirmou.
O diretor de Gestão de Fundos e Incentivos Fiscais da Sudene, Heitor Freire, explicou que a concessionária Transnordestina Logística S.A. (TLSA) apresentou as comprovações física, financeira e contábil da execução das obras, devidamente atestadas pelo agente operador do FDNE neste empreendimento, o Banco do Nordeste.
Execução contratada
Atualmente, a Transnordestina conta com 100% de sua execução contratada. Entre os avanços recentes, estão as assinaturas das ordens de serviço dos lotes 9 (Baturité–Aracoiaba, com 46 km) e 10 (Aracoiaba–Caucaia, com 51 km), apontados como trechos fundamentais para a conclusão da primeira fase.
Segundo a TLSA, a expectativa é de que mais 100 quilômetros da ferrovia, dos 326 quilômetros atualmente em obras, sejam concluídos até abril deste ano. O próximo lote a ser entregue deve ligar Piquet Carneiro e Quixeramobim, com 51 quilômetros.
Mais de cinco mil trabalhadores atuam na construção. A ferrovia já iniciou, em fase de testes, o transporte de cargas como milho, milheto, sorgo, calcário agrícola e gipsita, com operação experimental voltada a demonstrar o potencial logístico do empreendimento.













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