Após um início de período chuvoso com pouca recarga, o reservatório da Barragem do Poço do Magro, em Guanambi, voltou a atingir o volume máximo e começou a verter na noite desta segunda-feira, 2 de março. O sangramento teve início por volta das 20h, conforme vídeo divulgado nas redes sociais.
Esta é a quinta vez que a barragem sangra desde a inauguração, em 2005. O reservatório tem capacidade para 37 milhões de metros cúbicos de água (37 hm³) e vinha apresentando recuperação gradual nas últimas semanas, segundo dados da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
De acordo com os dados informados, a barragem encerrou dezembro com 19,9 hm³ e estava com 23,8 hm³ no último dia 20. O avanço até o limite ocorreu após o aumento das chuvas em fevereiro, principalmente na última semana.
O acumulado de chuva do mês de fevereiro, medido pelo pluviômetro da Agência Sertão, foi de 392 milímetros (mm). Nos primeiros dias de março, já foram registrados mais 56 mm. Desde outubro, o total acumulado no ponto de medição chegou a 856 mm.
A Barragem do Poço do Magro é de responsabilidade da Codevasf e não está vinculada a projeto de irrigação. A água é utilizada para lazer e pequenas irrigações no entorno, atendimento a comunidades próximas e abastecimento de caminhões-pipa para uso na construção civil e outras finalidades.
A barragem de Ceraíma também apresentou recuperação com as chuvas recentes, embora ainda esteja distante da capacidade máxima. Conforme a última atualização da Codevasf, o volume armazenado passou de cerca de 30% para aproximadamente 50%.
A última vez que o Poço do Magro havia sangrado foi em abril de 2024, após chuvas intensas na bacia do Riachão, curso d’água represado pelo reservatório. Naquele ano, o sangramento ocorreu duas vezes: a primeira em 22 de fevereiro e a segunda no início de abril. Na ocasião de fevereiro, o vertimento durou cerca de duas semanas, até a redução das chuvas.
Segundo o histórico do reservatório, antes de 2024 a barragem havia atingido o nível máximo em 2016 e 2022. No fim de 2023, antes da retomada das chuvas mais intensas, o volume chegou a 16,3 hm³, o equivalente a 44% da capacidade. Ela foi inaugurada em 2005.















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