A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) descartou, neste domingo, 5 de outubro, os dois casos suspeitos de intoxicação por metanol registrados no estado.
A confirmação ocorreu após resultados laboratoriais e investigações conjuntas apresentadas durante uma reunião presidida pela secretária da Saúde, Roberta Santana, na sede da Sesab, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
O primeiro caso, em Feira de Santana, envolvia um óbito, mas o laudo pericial do Departamento de Polícia Técnica (DPT) apontou resultado negativo para a presença de metanol.
Já o segundo caso, em Salvador, referia-se a uma mulher de 23 anos atendida em uma UPA, que apresentou melhora clínica significativa e ausência de sinais de intoxicação, além de ter sido confirmada a procedência regular da bebida consumida.
A secretária Roberta Santana destacou que o governo estadual adotou medidas imediatas para identificar e monitorar possíveis ocorrências.
“A sala de situação foi criada a pedido do governador Jerônimo Rodrigues, com o objetivo de integrar ações entre as áreas da saúde, segurança pública e agricultura. Estamos atuando de forma articulada em três eixos principais: o monitoramento e investigação dos casos, o manejo clínico dos pacientes e a fiscalização efetiva da vigilância”, explicou.
A reunião contou com representantes da Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos, Agricultura e Pecuária, além de órgãos como DPT, Polícia Civil, Procon-BA, Decon, Cosems-BA, Cievs-BA e Ciatox-BA. O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, participou de forma virtual.
O encontro serviu para alinhar protocolos e definir novas medidas de proteção à população diante do cenário nacional de alerta sobre bebidas adulteradas.
Protocolos de atendimento e prevenção
A Bahia mantém um fluxograma rigoroso para condução de casos suspeitos de intoxicação por metanol, elaborado pela Sesab e validado pelos centros de toxicologia e vigilância do estado.
O protocolo orienta os profissionais de saúde sobre coleta laboratorial específica, acionamento imediato do Ciatox-BA e início precoce do tratamento com antídotos como etanol farmacêutico ou fomepizol, além da possibilidade de hemodiálise em casos graves.
O documento também reforça a importância do suporte clínico intensivo e do monitoramento neurológico e oftalmológico, garantindo resposta rápida e articulada em toda a rede estadual, municipal, filantrópica e privada.
Fiscalização e participação popular
Na área da fiscalização, o secretário da Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, informou que o Procon-BA intensificou as operações para combater a venda de bebidas adulteradas.
“Reforçamos campanhas de orientação junto aos consumidores e estabelecimentos, com apoio do Ministério Público e das associações de bares, restaurantes e supermercados”, afirmou.
Já o superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Fábio Rodrigues, alertou sobre a importância da regularização da produção artesanal.
“Produção artesanal não significa comercializar sem registro. Todo produtor precisa estar regularizado no Ministério da Agricultura para garantir rastreabilidade e segurança ao consumidor”, destacou.
Estoque preventivo de antídotos
Como medida preventiva, a Bahia recebeu no sábado (4) 90 ampolas de etanol farmacêutico enviadas pelo Ministério da Saúde ao almoxarifado central da Sesab, em Salvador. O produto é usado como antídoto em casos de intoxicação por metanol, e cada tratamento pode exigir até 30 ampolas.
A secretária Roberta Santana ressaltou que o estado está preparado para agir com rapidez e segurança.
“A Bahia está organizada, com fluxos bem definidos e uma estrutura capaz de garantir proteção e resposta eficiente à população”, afirmou.
O Governo do Estado mantém vigilância ativa e protocolos específicos para a condução de casos suspeitos, assegurando atuação coordenada entre os setores de saúde, segurança pública e fiscalização.















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